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Júlio e Lafayette na CCJ

Por Renato Salles

15/03/2019 às 06h04 - Atualizada 15/03/2019 às 07h36

Principal colegiado da Câmara dos Deputados – e maior numericamente -, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa definiu os nomes de seus 66 integrantes, que foram confirmados na manhã dessa quinta-feira (14). Entre os titulares aparecem os nomes de dois deputados federais eleitos com domicílio eleitoral em Juiz de Fora: o veterano Júlio Delgado (PSB) e o estreante no Congresso Nacional, Lafayette Andrada (PRB). Inicialmente, a composição do grupo parece ter uma maioria governista, o que não significa, no entanto, que a apreciação do texto da PEC que trata da reforma da Previdência – primeira missão da CCJ na atual legislatura – será tranquila. Isso porque, mesmo entre o grupo próximo do presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM), que apoia a PEC, há críticos do texto formatado pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. Entre os juiz-foranos, Júlio já havia antecipado ser contrário à proposição da forma como ela foi apresentada. “Do jeito que está, não passa”, afirmou, na última segunda-feira, em encontro sindical realizado em Juiz de Fora. A CCJ será presidida pelo deputado de primeiro mandato Felipe Francisquini (PSL), do Paraná, colega de partido de Bolsonaro.

Comentários

Júlio Delgado utilizou as redes sociais para comemorar a indicação como titular da CCJ. “É por aqui que começa a tramitar a Reforma da Previdência. Sei da importância do meu papel neste momento e garanto que não faltará empenho para aperfeiçoar o texto enviado pelo Governo federal. A voz das ruas será ouvida para que as mudanças, que afetarão a vida de todos nós, sejam justas e de acordo com as necessidades do Brasil e dos brasileiros”, sinalizou o parlamentar. Lafayette também comentou sobre sua função na comissão, porém sem se posicionar sobre o mérito da proposta governista de mudanças nas regras de aposentadoria. “Assumo essa responsabilidade com senso de patriotismo. Ao trabalho!”, resumiu.

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Mercedes-Benz

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deve realizar uma audiência pública para debater impactos de um possível fechamento da planta da Mercedes-Benz que funciona em Juiz de Fora. Há temor de que a montadora encerre suas atividades na Zona da Mata mineira e, por conta da guerra fiscal, transfira suas operações para outro estado, como São Paulo ou Espírito Santos. Em matéria feita pela Tribuna e divulgada na segunda-feira (11), todavia, a Mercedes-Benz afirmou que não pretende fechar a fábrica que funciona em JF há 20 anos. O debate na ALMG foi requerido pelo deputado estadual Roberto Cupolillo (Betão, PT). Já aprovado, o encontro ainda não tem uma data para acontecer.

CPI de Brumadinho

Na tarde dessa quinta-feira (14), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), leu o ato de criação da comissão parlamentar de inquérito que irá apurar o rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho. Com a leitura, abre-se o prazo de 48 horas para que líderes partidários indiquem deputados para compor a CPI. Caso não haja tal apontamento, caberá ao próprio Rodrigo definir os parlamentares que integrarão o colegiado. A CPI foi sugerida por Joice Hasselmann (PSL) e contou com a assinatura de outros 194 deputados, acima do mínimo de subscrições exigidas para a instauração do procedimento (171 assinaturas). Os trabalhos vão investigar as causas e os responsáveis pela ruptura da barragem da Mina do Córrego do Feijão, no dia 25 de janeiro, que causou a morte de, pelo menos, 203 pessoas. Mais de cem ainda estão desaparecidas.

Renato Salles

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