EM DEFESA DO PARTIDO
O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores será a primeira representação a seguir orientação da direção nacional e fará ato em defesa do partido amanhã, às 19h, na sede do Sindicato dos Bancários. No documento justificando o evento, o PT é enfático: no momento em que o Supremo Tribunal Federal conclui a Ação Penal 4.709, com um julgamento político que pretende atingir o PT, numa evidente operação eleitoral e midiática (…), erguemo-nos em defesa das lutas, dos movimentos e militantes sociais agredidos pela judicialização da política e a politização do Judiciário. De acordo com os organizadores, a expectativa é de que o ato reúna um número expressivo de militantes em torno das discussões que o PT precisa fazer e das posturas que tem que assumir, enquanto partido político. Os organizadores ainda não obtiveram confirmações, mas trabalham com a possibilidade de levar figuras expressivas da sigla ao evento.
Polarização
Pelo twitter, o deputado Júlio Delgado reverberou nota do PSB, seu partido, advertindo para o risco da polarização política entre o Partido dos Trabalhadores e o PSDB, por considerá-la nociva para a própria democracia. Democracia pressupõe diversas alternativas; claro que também não pode ser anarquia, pois deve haver leis que ordenem o processo democrático. Não podem é ficar criando partidos ou legendas de aluguel para resolver interesses de indivíduos. A democracia brasileira necessita de uma reforma política, que corrija erros que atualmente existem, para que o Brasil não se transforme em uma anarquia.
Alternância
Os socialistas, segundo postou Júlio Delgado, sabem que é preciso ter cuidado para não haver a diminuição de alternativas, algo problemático para a democracia, e acentua que ela deve ocorrer entre os diversos grupos de interesses divergentes no país. A polarização que a elite brasileira trabalha, entre o PT e o PSDB, é nociva para nossa democracia e só interessa a setores hegemônicos da nossa sociedade. A polarização beneficia somente a elite brasileira que precisa apenas mudar, ou a gerente no Planalto Central.
Minirreforma
A Câmara dos deputados deve votar amanhã – salvo algum contratempo – o projeto da minirreforma política, que contempla quatro temas básicos: coincidência das eleições, financiamento público de campanha, fim da coligação proporcional e o sistema belga de votação. O deputado Marcus Pestana, que fala pelo PSDB, considera que alguns temas são polêmicos, pois não há consenso nas bancadas. O financiamento público e o fim da coligação estão entre eles pelo risco de os deputados criarem alternativas que, em vez de ajudar, podem complicar ainda mais o processo.
Financiamento
No fim das coligações, por exemplo, um grupo já busca uma alternativa com a criação de federações partidárias. Para evitar que seja mais um esqueleto dentro do projeto, a federação só fará sentido se valer por três anos seguidos e se for adotada de cima a baixo, isto é, da instância federal até o diretório municipal. Quanto ao financiamento, o problema está no repasse de verbas. O volume de recursos para os partidos vai causar o uso do caixa dois como alternativa para se fazer campanha. Como o Supremo já definiu que caixa dois é crime, muitos políticos, em vez de eleitos, podem acabar na cadeia.




