Bancada do MDB pede a cabeça do presidente do diretório; Toninho Andrade também reage em carta à Executiva Nacional

Por Paulo Cesar Magella

11/07/2018 às 13h00 - Atualizada 12/07/2018 às 11h18

Rebelião no MDB

As bancadas federal e estadual do MDB encaminharam correspondência à Executiva Nacional do partido denunciando o presidente do diretório estadual, Antônio Andrade, de atuar movido pelo ódio, impedindo a construção de alianças que possam garantir a eleição de uma maioria expressiva de deputados. No documento, assinando por todos os parlamentares, inclusive o juiz-forano Isauro Calais, os signatários deixam clara a intenção de uma intervenção federal em Minas para restabelecer a ordem. Até o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, que tem defendido a candidatura própria ao Governo apoia a rebelião.

Pela reeleição

Os deputados não falam em aliança com o Partido dos Trabalhadores, mas é essa a intenção de boa parte da bancada, a começar pelo líder do movimento, Fábio Ramalho, por não ver outra saída para garantir a reeleição dos atuais parlamentares. Isolado, como dizem estar sendo conduzido por Toninho Andrade, o MDB corre o risco de eleger apenas a metade da atual representação.

Andrade reage

Mas a reação foi rápida. Também na noite de quarta-feira (11), Andrade encaminhou nota ao presidente do diretório nacional, Romero Jucá, refutando as acusações. Citando a força do MDB em Minas, onde possui 167 prefeitos, 118 vice-prefeitos e 1.060 vereadores, destaca que nunca tomou decisões isoladas. “É importante destacar ainda que a maioria dos parlamentares que assinaram tal documento direcionado à Executiva Nacional defendia, até o último sábado, a candidatura própria encabeçada pelo deputado estadual Adalclever Lopes. O que causa estranheza é que hoje tais membros do partido assinem o documento, de forma desesperada, para destituir um diretório eleito democraticamente”.

Bola com Jucá

Ainda na sua justificativa, Toninho Andrade finaliza dizendo que “tais fatos deixam claro que esta ação isolada, destoando do desejo das bases do partido, possui algum interesse oculto. E, mais do que isso, que a gestão do MDB sempre atendeu os pedidos da Executiva Nacional, inclusive realizando encontros com o pré-candidato à presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles”. A bola, agora, está com Jucá.

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Renzo Braz quer o Senado

O deputado Renzo Braz (PP) é mais um a postular uma cadeira no Senado. Sua indicação, que depende ainda da convenção, foi formalizada na segunda-feira (9). Renzo tem Muriaé como sua base política e deve apoiar a candidatura do deputado Rodrigo Pacheco (DEM) ao Governo de Minas.

Rebelião da bancadas

A menos de um mês de sua convenção, o MDB vive um princípio de rebelião. As bancadas federal e estadual estão inconformadas com o projeto da candidatura própria, por considerá-lo um suicídio político para os deputados. Sem coligação com uma legenda forte, eles estariam fadados a voltar para casa, já que não haveria votos suficientes para manter o atual número de parlamentares tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa. A estratégia é a renúncia coletiva dos deputados no diretório, o que forçaria a uma intervenção da Executiva Nacional. Com isso, seria indicada uma nova direção sem a presença do atual presidente Toninho Andrade, a principal barreira para um acordo com PT. Sem ele, seria retomada a antiga aliança e voltaria o apoio à reeleição do governador Fernando Pimentel com divisão das cadeiras para o Senado. O PT indicaria a ex-presidente Dilma Rousseff, e o MDB, o deputado Leonardo Quintão.

E os russos?

Fontes tanto em Brasília quanto em Belo Horizonte confirmam essa intenção dos deputados, mas falta combinar como os russos, isto é, não há garantia de que o presidente do MDB nacional, senador Romero Jucá, vai topar tal intervenção por conta do desgaste que o partido teria junto as bases, sobretudo nos diretórios municipais, nos quais Toninho Andrade tem forte liderança. Principal articulador da rebelião, o deputado Fábio Ramalho, conhecido como Fabinho Liderança, já levou o assunto a Jucá, mas não obteve uma resposta.

Danos colaterais

A retomada da aliança entre PT e MDB pode ser boa para os deputados e até mesmo para o governador Fernando Pimentel, mas teria danos colaterais. Nem todos os deputados petistas acham uma boa ideia, por conta das ações que já estão desenvolvendo em suas regiões. No próprio MDB a discussão passaria não apenas em torno da candidatura própria, que seria desmobilizada, mas também para a corrida ao Senado. O ex-prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, não estaria no pacote como candidato ao Senado, sobretudo por ter sido um crítico frequente da ex-presidente Dilma Rousseff.

Grupos Centrais

O Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG), por meio de sua comissão permanente de licitação, publicou no Diário Oficial nota marcando para o dia 16 de julho (segunda-feira) a concorrência pública para reforma e restauração da Escola Estadual Delfim Moreira (Grupos Centrais). O edital, disposto também no site do Departamento (www.der.mg.gov.br) trás todos os detalhes da disputa.

Paulo Cesar Magella

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