Nessa terça-feira (10), o Senado aprovou o fim da lista tríplice para escolha das reitorias das universidades federais, conforme prevê o Projeto de Lei 5.874/2025.
Até então, após as consultas acadêmicas à comunidade universitária (formada por estudantes, docentes e técnicos-administrativos), os Conselhos Universitários enviavam uma lista com três nomes à Presidência da República, responsável pela nomeação dos dirigentes máximos das instituições. A legislação vigente não obrigava que fosse escolhido o primeiro colocado da lista. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a ordem foi desconsiderada em algumas ocasiões, quando o segundo ou o terceiro nome foi indicado para comandar universidades federais.
Um dos casos ocorreu com a professora Ethel Maciel, eleita pela comunidade acadêmica para a reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), mas não nomeada pelo então presidente. Recentemente, o Conselho Universitário da instituição aprovou a inclusão do nome de Ethel (que também teve passagem pelo Ministério da Saúde durante a gestão de Nísia Trindade) na galeria de dirigentes da universidade.
O projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial.
Repercussão
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) celebrou, ainda nessa terça-feira, a aprovação da proposta.
Para o presidente da entidade, o reitor da Universidade Federal de Roraima, José Ticianeli, a medida representa um avanço para as instituições. “É um momento histórico, é um momento importante, que fortalece a nossa autonomia”, afirmou, em pronunciamento feito.
Outros dirigentes acadêmicos ouvidos pelo Painel também comemoraram a aprovação.





