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Coluna 09 07:00:00-10-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

PERDAS E GANHOS

O acordo entre o governador Eduardo Campos (PSB) e a ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade), formalizado no último sábado, ainda provoca incertezas em alguns setores, que tentam entender como será a dinâmica nos estados onde a química entre as duas legendas não é tão afinada como a apresentada pelos dois líderes partidários. Mas já é possível, neste primeiro momento, estabelecer uma lista de perdas e ganhos. No entendimento do cientista político Paulo Roberto Figueira, para a presidente Dilma Rousseff, que vai tentar a reeleição, a união traz a certeza de um adversário competitivo a menos na disputa, o que é bom, mas trata-se de uma chapa composta por ex-aliados, que poderia, num eventual segundo turno, dificultar a estratégia petista utilizada com sucesso nas últimas três eleições presidenciais de marcar as diferenças dos governos do PT em relação aos governos passados de PSDB-DEM. O que não é bom assim.

Estratégias

Para o professor, no entanto, o dano maior será para o projeto do senador Aécio Neves (PSDB), pois, além de quebrar a estratégia de oferecer muitos candidatos de oposição no primeiro turno, para forçar a realização do segundo, cria-se, pelo menos em tese, uma chapa oposicionista com maior potencial de crescimento do que as candidaturas isoladas de Eduardo Campos e Marina Silva. Ou seja, se a nova chapa vingar – o que só saberemos com as pesquisas que virão -, há riscos de que, se houver segundo turno, possa não ser o PSDB quem chegue lá para representar a oposição.

Incorporação

Paulo Roberto adverte que todas as dúvidas residem na capacidade de transferência de votos de Marina para Eduardo Campos. Será que as parcelas de eleitores de Marina, que viam a Rede como algo diferente dos partidos tradicionais, receberão bem a incorporação a um partido como o PSB, que recentemente acolheu figuras públicas como Paulo Bornhausen ou Heráclito Fortes – ambos ex-DEM? As contradições de projeto podem ser superadas e convencer eleitores de ambos? Tais perguntas só com os desdobramentos dos fatos poderão ser respondidas.

Encontros

Os tucanos mineiros estão acelerando suas conversas a despeito dos acordos firmados em Brasília. O governador Antonio Anastasia reuniu os partidos de sua base aliada para definir as ações do movimento Minas mostra o caminho, com o objetivo de preparar uma série de conversas com os mineiros, que reunirá lideranças de toda a região com o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves. O primeiro evento será no dia 28, em Uberlândia; o segundo, dia 11 de novembro, em Poços de Caldas, e o terceiro em Montes Claros, dia 2 de dezembro.

Na região

Se não houver atrasos em sua programação, que começa às 10h, em Leopoldina – depois vai para Cataguases – o governador Antonio Anastasia desembarca em Juiz de Fora, hoje, às 14h, indo direto para o Premier Park Hotel, onde assina convênios nas áreas de saúde e de infraestrutura. Após a solenidade, ele visita as obras do Hospital Regional de Juiz de Fora e o Instituto Cândido Tostes. De acordo com a assessoria do Palácio, os convênios somam investimentos da ordem de R$ 50 milhões. O governador termina o périplo pela região em Barbacena, a partir de 17h.

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