O diretório nacional do PSOL se reuniu no último sábado (7) e rejeitou a proposta de integrar a Federação Brasil da Esperança, liderada pelo PT. A decisão foi tomada por ampla maioria: 76% dos delegados votaram contra a entrada do partido na federação, enquanto 24% se manifestaram favoravelmente. Atualmente, a Federação Brasil da Esperança reúne PT, PV e PCdoB. A possibilidade de ampliação vinha sendo discutida internamente no PSOL nas últimas semanas.
Criadas a partir da reforma eleitoral de 2021, as federações partidárias permitem que duas ou mais legendas atuem de forma conjunta, como se fossem um único partido, durante todo o período do mandato.
Desde 2022, o PSOL já integra uma federação com a Rede Sustentabilidade. Durante o encontro, o partido também decidiu manter essa aliança, que já havia sido defendida pela própria Rede, legenda que tem como porta-voz nacional (figura comparada com o presidente em outros partidos), o ex-vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac.
Entre os nomes do PSOL que apoiavam a aproximação formal com o PT estavam o deputado federal licenciado e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e a deputada estadual mineira Bella Gonçalves.
Disputa presidencial e ao Senado
Na mesma reunião, o PSOL decidiu por apoiar, já no primeiro turno, a eventual candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição no cargo.
Já na disputa pelo Senado, a orientação do partido é concentrar esforços em candidaturas que se mostrem competitivas e que tenham capacidade de dialogar com a unidade da esquerda em cada estado. Nesse cenário, o PSOL aponta para a possibilidade de ampliar campanhas ao Senado com apoio do campo progressista, tendo como referência nomes como Manuela D’Ávila, pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, e Áurea Carolina, ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais.





