Aprovação de Lula chega ao maior nível desde janeiro, diz Genial/Quaest

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, 48% dos eleitorais aprovam a gestão Lula, enquanto 49% a rejeitam

Por Paulo Cesar Magella

Pela primeira vez a aprovação do Governo Lula se aproxima da desaprovação e estão dentro da margem de erro. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, a aprovação chegou ao seu nível mais alto de 48%, enquanto a desaprovação caiu para 49%. A recuperação ocorreu especialmente entre o eleitorado feminino, o mesmo que foi decisivo para a vitória do presidente em 2022. O governo também recuperou sua imagem no Nordeste e oscilou positivamente desde o anúncio do tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Percepção da direita e da esquerda continua no mesmo patamar

De acordo com o pesquisador Felipe Nunes, “o retrato político deste momento reforça a calcificação. Lulistas e a esquerda aprovam o governo quase que de forma unânime (> 80%); enquanto bolsonaristas e a direita desaprovam com a mesma força (> 80%). Entre o eleitorado independente, um empate técnico: 48% a 46%”. Ainda de acordo com a pesquisa, a diferença da avaliação positiva para a avaliação negativa, que era de 7 pontos no mês passado caiu para 4 pontos, um empate técnico na margem de erro. O regular continua estável nos 27%.

Encontro com Trump teve impacto na opinião pública

Na avaliação dos eventos que levaram a essa mudança de opinião dos eleitores, os pesquisadores destacaram até mesmo o encontro do presidente Lula com Donald Trump nos corredores da ONU, quando tiveram a primeira e rápida conversa. O evento ficou conhecido por 57% dos brasileiros, passando a impressão de que Lula se saiu mais forte politicamente (49% a 27%).

Apesar da melhora da imagem, ainda há desafios, aponta a Genial/Quaest

Mesmo com a recuperação imagem do governo Lula, ainda há desafios. De acordo com Felipe Nunes, o país se divide quando o assunto é a boa intenção do presidente e a maioria continua avaliando que Lula não tem conseguido cumprir suas promessas. Além disso, o governo também não conseguiu ainda reverter a avaliação de que o país está indo na direção errada, um claro sinal de que o que está sendo feito é visto como insuficiente.

 

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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