MAIS EFETIVO
No encontro com os motoristas de táxi, na madrugada de terça-feira, o prefeito Bruno Siqueira disse aos profissionais que iria discutir uma agenda própria de segurança com o secretário de estado da Defesa Civil, Rômulo Ferraz, que viria à cidade no mesmo dia. No entanto, foi avisado, já pela manhã, que o secretário tinha cancelado a visita. Por isso, na reunião que teria com os comandantes da PM e delegados da Polícia Civil, quem representou o prefeito foi o secretário de Governo, José Sóter Figueirôa. Bruno iria falar do aumento do efetivo para Juiz de Fora. Mas ele não desistiu da reunião, mesmo que ela venha a acontecer em Belo Horizonte. A Secretaria de Defesa Social, nas medidas de segurança para Juiz de Fora, tinha programado para meados do ano a instalação do Olho vivo, projeto que trata da instalação de câmeras de vigilância em áreas estratégicas da cidade. A licitação já ocorreu, mas o processo de implantação foi adiado para o início do ano que vem. Essa questão também estava na pauta do prefeito.
Outra rodada
Os taxistas, representantes da área de segurança – civil, militar e guarda municipal – e técnicos da Secretaria de Transportes voltam a se encontrar hoje, às 14h, na Settra, para retomar as discussões, desta vez, porém, com uma pauta definida e com temas já levantados pelos diversos setores. A meta é encontrar pontos comuns e esclarecer pontos pendentes, como a proposta de se exigir identificação dos passageiros. Houve recursos do Ministério Público, e a medida foi considerada inconstitucional. Uma nova tentativa teve resposta semelhante em outras instâncias.
Relatoria
A Executiva do PSC gostou da indicação da ministra Laurita Vaz para relatora do processo que vai julgar a ação de infidelidade partidária do deputado Stefano Aguiar, que deixou a legenda para se filiar ao PSB. Numa avaliação do próprio departamento jurídico do partido, a ministra tem dado decisões favoráveis à perda de mandato para quem trocou de partido. Se ela mantiver esse ponto de vista, o vereador Noraldino Júnior seria beneficiado, pois, na condição de primeiro suplente de deputado federal, poderia assumir uma cadeira na Câmara Federal ainda este ano.
Financiamento
De olho no próprio umbigo, os senadores derrubaram ontem, na Comissão de Constituição e Justiça, proposta que ampliava a transparência das eleições. Trata-se do projeto que obrigava a publicação na internet das doações recebidas durante a campanha eleitoral. A divulgação é uma obrigação, mas, pela atual legislação, ela só é mostrada ao público após as eleições ou por meio de relatórios parciais que não incluem as doações de campanha. O projeto estabelecia a divulgação de cinco relatórios com a divulgação de todos os dados.
No plenário
O presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, espera colocar até março na pauta do plenário a proposta de emenda à Constituição que trata da reforma política. Ele fez o anúncio ao receber ontem o relatório do grupo de trabalho que definiu, entre outras mudanças, o fim da reeleição, do voto obrigatório e mandato de quatro anos para todos os cargos. O parlamentar, agora, vai constituir uma comissão especial para discutir o assunto. Por conta dos prazos, as mudanças devem ocorrer somente em 2016 ou 2018.




