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Coluna 07 07:00:00-07-2011

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

COISAS DA POLÍTICA

O presidente do diretório municipal do PDT, Vítor Valverde, tinha na sua agenda ontem uma conversa com o ex-vereador Vanderlei Tomaz e o primeiro suplente do PMN, Cido de Benfica, considerada atípica até por ele próprio. Era para cumprir o que se chama paradoxo da política do voto proporcional: iria desconvidá-los a se filiarem ao partido, mesmo reconhecendo a capacidade e o potencial eleitoral de ambos. Aliás, foi este o problema. Os demais candidatos que farão parte da chapa que o partido pretende apresentar para as eleições do ano que vem estavam incomodados com a filiação de Cido e de Tomaz, grandes puxadores de votos, especialmente da região Norte, ante a possibilidade de tirarem as chances dos demais postulantes a uma cadeira na Câmara. Vítor, dizem pessoas próximas, tomou a iniciativa para conter a turbulência no grupo e, ao mesmo tempo, evitar que os dois políticos alimentassem expectativas infundadas de filiação.

Saia justa

O deputado Marcus Pestana (PSDB) abortou uma nota de desagravo que alguns colegas tucanos queriam fazer contra o ex-governador José Serra por conta de um entrevero ocorrido na quarta-feira, dia 29, no gabinete do senador Álvaro Dias. Estavam todos reunidos, à espera do ex-presidente Fernando Henrique, quando Serra, logo ao chegar, de dedo em riste e aos gritos, dirigiu-se ao parlamentar mineiro acusando-o de ter falado mal dele: Você agora vai sossegar, não é?. Surpreso, como os demais, Pestana se limitou a chamá-lo de doido.

Interlocutor

Pestana tem evitado comentar o episódio, mas recebeu várias manifestações de solidariedade de colegas partidários. A leitura que se fez depois do fato é de valorização do próprio deputado, que teria incomodado uma das principais lideranças do PSDB, hoje, em parte, isolada por insistir em uma terceira candidatura à Presidência da República. Pestana é visto como um dos membros do grupo do senador Aécio Neves e teve participação ativa na formação da chapa do diretório e do próprio Instituto Teotônio Vilella.

Mensagem

O prefeito Custódio Mattos encaminhou mensagem à Câmara ontem propondo a mudança de nome da Avenida Independência para Avenida Itamar Franco em homenagem ao ex-presidente, que a construiu ainda no seu primeiro mandato. A proposta chega ao Legislativo um dia após o presidente da Câmara, Carlos Bonifácio, admitir retirar projeto idêntico que apresentou na sessão de terça-feira e que causou desconforto em virtude de o prefeito já ter manifestado a intenção de homenagear o ex-presidente.

Nova data

Foi remarcada para o dia 18 deste mês a vinda do governador Antonio Anastasia para inauguração da Avenida Deusdedit Salgado – Acesso Sul -, que deveria ter ocorrido na última sexta-feira, mas adiada em virtude da morte do senador Itamar Franco. Também ontem foi feito um reparo ortográfico na mensagem original que deu denominação à via. Quando o então prefeito Mello Reis assinou o decreto, o nome foi publicado errado, com um H que não tem na certidão do homenageado.

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