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Felipe Nunes, diretor da Quaest, compara resultado das eleições com as pesquisas

De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest,, as pesquisas de sábado captaram a movimentação do eleitorado

Por Paulo Cesar Magella

O cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest – instituto de pesquisa que monitorou a campanha eleitoral de 2026 -, fez uma avaliação do resultado e afirmou que as pesquisas já vinham apontando a mudança no cenário político em todo o país. “Os levantamentos publicados conseguiram captar tendências que se confirmaram nas urnas, incluindo o voto útil da direita na eleição presidencial, um recorde de vitórias em 1º turno nos estados e o desfecho de algumas das disputas estaduais mais apertadas do país”, destacou.

Felipe Nunes observou que a Quaest, na pesquisa publicada no sábado, já havia captado o voto útil da direita em favor de Flávio Bolsonaro. “Caiu de 14% para 7,8% a votação dos outros candidatos na última semana, enquanto Flávio foi de 40% para 47%. Lula ficou estável. As urnas apenas confirmaram a tendência que já aparecia na pesquisa”, explicou.

O pesquisador avaliou também a corrida pelos governos estaduais. “A Quaest indicava vitória confortável no 1º turno em vários estados. Em São Paulo, a reeleição de Tarcísio nunca esteve em questão. O mesmo aconteceu com Jorginho Mello em Santa Catarina, Eduardo Riedel em Mato Grosso do Sul, Daniel Vilela em Goiás, Fábio Mitidieri em Sergipe, Lucas Ribeiro na Paraíba, Eduardo Braide no Maranhão, Arthur Henrique em Roraima e Dr. Furlan no Amapá. Em Minas, Cleitinho venceu avançando sobre o eleitorado de esquerda, de centro e de direita.”

Felipe Nunes destacou que fez o balanço com um único objetivo: exaltar a ciência política e a estatística. “São as ferramentas que nos permitiram, sem torcida e sem achismo, detectar as principais tendências desta eleição. Seguimos aprendendo e inovando, com humildade e pés no chão, em nosso trabalho de 2º turno.”

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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