A polarização que marca o processo eleitoral no Brasil desde 2018 ainda estará presente nas eleições de outubro. Além da ausência de um projeto alternativo, a presença em cena de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro será indutora dos extremos. Na avaliação do professor e cientista político Rubem Barboza, “o eleitorado brasileiro demonstra uma crescente insatisfação como esta situação, é verdade. Mas não creio que exista “caminho do meio” possível e efetivo. Um dos motivos é que nos faltam elites política verdadeiras e com autoridade nesse momento. Existem promessas”, destacou.
Para o professor, o projeto alternativo só será exitoso se se apresentar, não como ‘meio’ ou o ‘centro’ da polarização, “mas como alternativa à existência da própria polarização, como portadores de uma nova configuração política possível para o país. Existe hoje este movimento e alguém – e um possível candidato – que o personifique? É possível que ele apareça? É possível, considerando os meios de persuasão hoje existentes, mas improvável enquanto Lula e Bolsonaro estiverem vivos.”




