Polarização vai continuar nas eleições de 2026, diz professor Rubem Barboza

Para Rubem Barboza, enquanto Lula e Bolsonaro estiverem na ativa, a polarização será um dado real na política brasileira

Por Paulo Cesar Magella

A polarização que marca o processo eleitoral no Brasil desde 2018 ainda estará presente nas eleições de outubro. Além da ausência de um projeto alternativo, a presença em cena de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro será indutora dos extremos. Na avaliação do professor e cientista político Rubem Barboza, “o eleitorado brasileiro demonstra uma crescente insatisfação como esta situação, é verdade. Mas não creio que exista “caminho do meio” possível e efetivo. Um dos motivos é que nos faltam elites política verdadeiras e com autoridade nesse momento. Existem promessas”, destacou.
Para o professor, o projeto alternativo só será exitoso se se apresentar, não como ‘meio’ ou o ‘centro’ da polarização, “mas como alternativa à existência da própria polarização, como portadores de uma nova configuração política possível para o país. Existe hoje este movimento e alguém – e um possível candidato – que o personifique? É possível que ele apareça? É possível, considerando os meios de persuasão hoje existentes, mas improvável enquanto Lula e Bolsonaro estiverem vivos.”

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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