Candidatos na rede
As redes sociais serão o caminho natural para os candidatos, que, desta vez, irão enfrentar fortes restrições financeiras na campanha. Sem as doações de empresa, até então a maior fonte de recursos, terão que se contentar com recursos particulares, bem mais modestos, e com a criatividade. Levam vantagem os políticos mais conhecidos, pois a campanha também será curta, de apenas 45 dias oficiais. Na prática, porém, o jogo já está sendo jogado pela internet e por panfletos distribuídos nas ruas. Nessa fase, ainda sem definição das convenções, os políticos atuam na busca da visibilidade, especialmente os que entram na disputa pela primeira vez. As pesquisas não oficiais, feitas por encomenda dos diretórios – e que não podem ser publicadas -, apontam que nomes recorrentes no jogo político já são suficientemente conhecidos. Outros aproveitam o recall do último pleito para reafirmar o discurso.
Para vereador
Com a proximidade das convenções, os partidos tentam fechar a sua lista de candidatos, principalmente à Câmara Municipal. O PSL, cuja comissão provisória em Juiz de Fora está sob a presidência do empresário Aloísio Vasconcelos, deve concluir hoje a montagem da chapa. Ele garante que tem nomes suficientes para cumprir, inclusive, a cota de mulheres estabelecida pela legislação. Para a Prefeitura, não há candidato próprio, mas a legenda deve apoiar o deputado Lafayette Andrada. O próprio Aloísio estaria cotado para ser candidato a vice.
Humanização
Já está em vigor decreto do governador Fernando Pimentel que institui o novo Comitê Estadual de Gestão do Atendimento Humanizado à Vítimas de Violência Sexual. Ele ficará responsável pela discussão, capacitação e orientação de profissionais, sobretudo da rede de segurança pública e da saúde, no atendimento humanizado às pessoas em situação de violência sexual. O comitê é coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e tem como participantes representantes da Polícia Civil, por meio de delegacias de proteção à criança e à mulher, do Instituto Médico Legal, da Polícia Militar, das secretarias de estado e do Ministério Público.
Banda da UDN
O ex-governador Rondon Pacheco, morto ontem aos 96 anos, tinha mais afinidade com o Triângulo Mineiro, para onde carreou recursos importantes do Governo para fomentar o processo industrial, especialmente de Uberlândia, sua cidade natal, mas atuou também pela Zona da Mata. Os primeiros estudos com o envolvimento do estado para implantação da Siderúrgica Mendes Júnior em Juiz de Fora começaram na sua gestão. Fora da cena política nos últimos anos, Rondon nunca deixou de fazê-la informalmente. Sempre foi consultado sobre o processo político na região. Foi governador, deputado, ministro e um dos cardeais da chamada banda da UDN. Governou Minas de 1971 a 1974, quando foi sucedido por Aureliano Chaves. Sem eleição direta, foi nomeado pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici.






