Senador defende diálogo entre presidência e governadores para facilitar a compra de vacinas

Por Paulo Cesar Magella

O senador Carlos Vianna (PSD-MG) não poupou críticas ao governo federal e aos governadores pelo debate em torno do uso de verbas, motivo de polêmica ao curso da semana. Segundo ele, a União fez os repasses, mas nem todos foram usados adequadamente. Para ele, é necessário que todas as instâncias se sentem á mesma mesa para um projeto conjunto, distante do viés político. Ele admitiu que o Governo, do qual é um dos vice-líderes, demorou em comprar vacinas, mas criticou governadores que anteciparam a discussão em torno das eleições de 2022.

CPI da Covid não ajuda em nada agora; melhor é lutar por vacinas

Ao participar, nesta quinta-feira do programa Pequeno Expediente, da Rádio CBN Juiz de Fora (91,3 FM), o senador se posicionou contra a possibilidade de instalação no Congresso da CPI da Covid. Com a experiência de quem foi relator da CPI da Vale do Rio Doce, que culminou com um acordo de indenização da empresa por conta da tragédia de Brumadinho, o senador Carlos Viana destacou que não é momento de se buscar culpados. “Criar uma CPI sem objetivos muito claros não ajuda em nada”, destacou. Para ele, há, de fato, os parlamentares quem defendem a CPI por levarem conta os interesses da população, mas há também aqueles que apenas querem palanque.

Senador também tem pretensão de disputar o governo de Minas

O senador admitiu que, embora não seja o momento, preferindo que as discussões se desenvolvam apenas no ano que vem, a sucessão nos estados também está em curso. Ele acredita que o governador Romeu Zema será candidato à reeleição e que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, também de seu partido, é um forte pretendente, mas surpreendeu ao dizer que tem interesse em participar da corrida sucessória. Mas a discussão, para ele, só deve ocorrer em 2022.

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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