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Coluna 03 07:00:00-08-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

PODE RECUAR

O monstro das ruas, que já fez o Governo recuar nas propostas de Constituinte e plebiscito para a reforma política, além do SUS para os médicos formados a partir de 2015, continua produzindo efeito. Ainda não há nada oficial, mas o governador do Rio, Sérgio Cabral, sitiado por manifestantes há pelo menos um mês, pode cancelar o contrato de concessão do Maracanã para o consórcio que tem o empresário Eike Batista como um dos sócios. A medida, dizem, será conter sua queda de popularidade e as manifestações que mais tumultuam a vida dos vizinhos do que a do próprio governador. Protestar tornou-se o principal instrumento de pressão nas diversas instâncias. Até mesmo grupos de menor poder de mobilização estão indo às ruas. Ontem, cerca de 30 pessoas interditaram parte da Avenida JK, na altura do trevo de acesso à BR-040, para reclamar da falta de iluminação na Vila São Sebastião. Trata-se de uma área invadida. Se a Prefeitura instalar equipamentos, estaria reconhecendo a invasão às margens da ferrovia.

Minas, não

Durante solenidade ontem, em que a Prefeitura assinava convênio para continuidade das obras do Hospital Regional, com previsão de ficar pronto no ano que vem, o secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, não poupou o Governo federal. Segundo ele, a União já construiu cerca de 70 hospitais pelo país afora, mas não contemplou Minas com nenhuma unidade. Outras autoridades também teriam manifestado o mesmo ponto de vista.

Cobrança

Durante encontro com a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, o presidente da Associação Mineira de Municípios, Toninho Andrada, prefeito de Barbacena, chamou a atenção para a situação do repasse dos ativos de iluminação pública, que se tornou um problema para as prefeituras, especialmente, das cidades de menor porte. Ele também criticou o Governo federal por lançar programas sem consultar os prefeitos, que acabam sendo gestores de projetos que nem sempre suas administrações têm meios de executar.

Mais votado

No Painel de ontem, quando se referia à campanha a deputado entre os vereadores do Partido dos Trabalhadores, Wanderson Castelar foi apontado como o mais votado da legenda. Na verdade, quem liderou a corrida foi Roberto Cupolillo, com 3.905 votos, enquanto seu colega continuou no Legislativo pela vontade de 3.867 eleitores. Ambos estão na lista dos possíveis candidatos do PT a deputado estadual, mas a definição só deve ocorrer no ano que vem, quando serão oficializados os nomes que vão para as urnas.

De novo

A ministra chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, entrou em nova bola dividida. Desta vez, com a polícia do Rio de Janeiro. Ela imputou responsabilidade dos militares no desaparecimento do pedreiro Amarildo Diego Souza – abordado, na semana passada, por policiais, ao ser confundido com um traficante, e que depois disso sumiu. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, diz ser cedo para acusar a PM. Quando do trote do Bolsa Família, a ministra, pelo Twitter, acusou a oposição pelo boato. Mais tarde, constatou-se que o erro foi da Caixa.

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