CRISE PAULISTA
A crise envolvendo o PSDB paulista, numa clara disputa entre o ex-governador José Serra e o atual, Geraldo Alckmin, não tem, tecnicamente, risco de se espalhar por outros estados, especialmente Minas Gerais. Para o cientista político Rubem Barboza, da Universidade Federal de Juiz de Fora, o impasse é localizado. São Paulo é um centro tradicional de problemas políticos tanto para o PSDB quanto para o PT. São as seções regionais mais poderosas dos dois partidos, e costumam aprontar permanentes espetáculos de turbulência política, enfatizou. De acordo com Rubem, eles ‘paulistizaram’ a política nacional, e perturbam o cenário mais amplo com suas querelas particulares. O professor observa, porém, que o problema não é só do PSDB, e apontou o caso do PT. No encontro do diretório nacional sexta-feira, em Brasília, o deputado Rui Falcão foi eleito, mesmo contrariando a presidente Dilma Rousseff, para assumir a presidência do partido até 2013 com a renúncia de José Eduardo Dutra.
Já avisou
Não é de hoje que o professor Rubem Barboza vem advertindo para o comportamento dos políticos paulistas, especialmente de PSDB e PT, que travam uma guerra hegemônica desde 2002 entre eles e dentro dos diretórios. Não há quem consiga controlar essa dinâmica paulista de fora, e, pelo noticiário, nem o Lula conseguiu, observando a mudança petista, quando, se dependesse do ex-presidente e de sua sucessora, o sucessor de Eduardo Dutra seria o deputado Cândido Vacarezza.
Sem ganhos
Rubem Barboza também vê com reservas o debate sobre a fusão do PSDB com o DEM e, até mesmo, envolvendo o PPS. Para ele, não há vantagem estratégica nessa medida. Não haverá ganhos. Do ponto de vista eleitoral, talvez haja o aumento do tempo de TV para o novo partido, resultante da fusão, mas a legislação eleitoral muda toda hora, e a reforma política está em pauta, tornando esse ganho problemático. Quem poderia se aproveitar seriam os trânsfugas do DEM e do PSDB para justificar a filiação ao PSD.
Chapa única
O PSDB faz convenção neste domingo, mas com apenas uma chapa encabeçada pelo vereador José Laerte, que vai assumir a cadeira do também vereador Rodrigo Mattos. Será um evento rápido na Câmara Municipal. A votação ocorrerá entre 10h e 13h, tempo suficiente, segundo os organizadores, para receber os convencionais. O evento, na verdade, estava programado para o próximo domingo, mas, para evitar a coincidência com o Dia das Mães, com riscos para o quórum, foi antecipado.
Novo comando
O Partido Trabalhista Cristão, que tem duas cadeiras na Câmara Municipal, já tem nova Comissão provisória. A presidente será Cristiane Aparecida Nunes, ficando os vereadores Luiz Carlos Santos e José Tarcísio Furtado com a vice-presidência e secretaria-geral, respectivamente. O secretário será Rafael Schafer, enquanto Helene Maria de Souza Pio vai cuidar das finanças. O PTC é liderado em Juiz de Fora pelo deputado Lafayette Andrada, atual secretário de estado de Defesa Social.




