Data centers são os pilares da expansão digital. Eles processam e armazenam todo o tipo de informação; desde informações de segurança nacional até aquele meme nada a ver gerado por IA. Quanto mais usuários engajados na rede, mais dados circulam; quanto mais dados circulam, mais data centers são necessários.
O número de usuários (individuais ou empresariais) vem crescendo na América Latina, especialmente no Brasil. Enquanto países como os Estados Unidos possuem cerca de 5.000 data centers, há apenas pouco mais de 600 em toda a América Latina. Sendo assim, o continente se tornou um ponto crítico para a expansão dessa infraestrutura. Saiba mais aqui.
Pontes entre o digital e o real

Muito além de memes engraçados e de conteúdos gerados por IA, estes centros de processamento de dados são o que torna o mundo de hoje possível. Não é exagero: de transações financeiras online à automação industrial e até mesmo sistemas de segurança, tudo passa por um centro desses.
No que se refere à segurança, os usuários brasileiros têm muitos motivos para se preocupar. O país é líder disparado na América Latina em ataques cibernéticos, concentrando cerca de 90% do total da região. Por este motivo, especialistas recomendam o uso de VPN para smartphones, além de computadores.
Confira o ranking da região:
- 1º lugar : Brasil
- 2º lugar: México
- 3º lugar: Colômbia
- 4º lugar: Equador
Por mais que se fale em “computação de nuvem”, os dados ainda dependem de estruturas físicas e de quilômetros de cabos para circularem. O continente está conectado à Europa e à África por cabos submarinos, por exemplo. Sendo assim, a distância física entre servidores e usuários pode fazer muita diferença na experiência final.
Sustentando Um Novo Futuro
À medida que aumenta o volume de dados trafegando online, aumenta também a necessidade de novos data centers; isso é um problema mundial. No entanto, estes centros são caros de construir e, ainda mais, de manter. Um data center de grande porte (também chamado de “hyperscaler”) pode consumir de 50 a 100 megawatts por hora, o equivalente ao consumo de 660 casas.
Especialistas temem que alimentar este consumo de combustíveis fósseis possa ter um impacto brutal no clima global. Por isso, empresas do mundo todo estão de olho na América Latina, onde as fontes de energia renováveis são abundantes. Não é à toa que big techs como Google, Oracle e Amazon estão vindo para cá; elas têm metas ambiciosas de redução da pegada de carbono.
O Papel do Brasil na Região
Se a América Latina é o novo palco para a expansão de data centers, o Brasil, certamente, é o protagonista. Atualmente, o país concentra 40% dos investimentos destinados à região e cerca de um terço das estruturas físicas. Além disso, o país está na ponta de cá da maioria dos cabos que conectam o continente ao outro lado do oceano, tornando-se uma localização estratégica.
Dados do Futuro

A expansão de data centers é um fenômeno global e uma questão de soberania nacional. Nenhum país deveria guardar dados sigilosos ou sensíveis ao alcance de entidades estrangeiras. O rápido crescimento do número de usuários e a imensa defasagem de capacidade de processamento local tornam a região a bola da vez para as big techs.





