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Vulcão dormiu 500 anos e acorda após terremoto na Rússia

Por João Carlos Gomes
10/08/2025
Em Mais Tendências, Geral
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Foto: Toby Elliott/Unsplash

Foto: Toby Elliott/Unsplash

Localizado na península russa de Kamchatka, o vulcão Kracheninnikov esteve adormecido por praticamente 500 anos. Entretanto, tudo mudou depois que um terremoto de grandes proporções atingiu a região no mês passado.

De acordo com o Ministério de Situações de Emergência, poucos dias após o grande abalo sísmico, o vulcão de 1.800 metros lançou uma coluna de cinzas que chegou a praticamente 6 mil metros de altura e se estendeu em direção ao Oceano Pacífico.

Felizmente, o órgão responsável garantiu que não há áreas habitadas na região atingida pelas cinzas. Contudo, a península de Kamchatka atrai muitos visitantes interessados em suas paisagens montanhosas e parques naturais, o que aumenta a preocupação em relação à atividade vulcânica.

A erupção do Krasheninnikov foi registrada por funcionários de uma reserva natural que faziam uma expedição de pesquisa no local e avistaram gases e vapores saindo do vulcão. O evento foi classificado como “histórico” pelo Instituto Russo de Ciências Vulcânicas e Sísmicas.

Terremoto causou outros prejuízos após erupção de vulcão

Vale destacar que a erupção do Krasheninnikov foi apenas um dos acontecimentos desencadeados pelo terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a costa da península de Kamchatka, e foi considerado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos como um dos dez maiores tremores já registrados no planeta.

Na cidade de Severo-Kurilsk, por exemplo, o abalo sísmico provocou tsunamis com ondas de até 4 metros que destruíram o porto e uma área de pesca no local, de acordo com informações oficiais.

Além disso, autoridades do Japão, Havaí, Alasca, Estados Unidos e de outros países e territórios do Pacífico como Nova Zelandia, Filipinas e Taiwan emitiram alertas para evacuação de áreas costeiras, temendo a ocorrência de novos tsunamis.

A península de Kamchatka é considerada uma das regiões sísmicas mais ativas do planeta, por estar situada no ponto de encontro entre as placas tectônicas do Pacífico e da América do Norte. Como resultado, a ocorrência de tremores é comum na região.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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