O que deveria ser o fim tranquilo de uma viagem se transformou em um drama sem fim para os passageiros do voo AD8755, da Azul Linhas Aéreas.
Programado para sair de Madri com destino a Viracopos (Campinas) no sábado, 11 de outubro, o voo teve o embarque interrompido por problemas técnicos, e depois de quase três horas a bordo, todos precisaram desembarcar.
Desde então, o grupo de cerca de 300 pessoas enfrentou pelo menos quatro cancelamentos consecutivos, sem assistência adequada, segundo relatos.
Interrupção e desembarque forçado
O problema técnico inicial obrigou os passageiros a abandonar a aeronave, gerando confusão e ansiedade. O embarque interrompido e o tempo perdido a bordo transformaram o que seria uma viagem comum em um episódio de frustração prolongada, deixando os passageiros à mercê da espera e da incerteza.
Após o desembarque, a situação se agravou: os viajantes ficaram sem alimentação e sem local para dormir. Um hotel indicado pela companhia chegou a expulsá-los, com um aviso claro: “Passageiros da Azul Linhas Aéreas Brasileiras precisam ir para o aeroporto.”
Muitos passaram horas no chão do terminal, sem qualquer informação ou suporte da empresa.
Histórias de passageiros afetados
Entre os passageiros, o advogado Gustavo Luiz de Faria Mársico e a esposa, a oftalmologista Fernanda Mársico, retornavam de lua de mel e viveram momentos de extremo desconforto.
“Foi desumano. Ficamos três horas dentro do avião e depois horas sem comer, sem assistência. Havia pessoas com muleta e famílias com crianças de colo, e ninguém da Azul apareceu para dar satisfação”, relatou Gustavo. O casal só conseguiu retornar ao Brasil após insistência, sendo realocado em voo da Latam.
Medidas legais e insatisfação
O episódio gerou indignação e medidas legais: Gustavo Mársico anunciou que vai processar a Azul por danos materiais e morais. Outros passageiros ainda aguardam solução definitiva, enquanto relatos indicam que a assistência oferecida ficou aquém do necessário.
Nota oficial da Azul
A companhia confirmou os cancelamentos, justificando-os por questões técnicas, e informou que os clientes estão recebendo a assistência prevista na Resolução 400 da ANAC.
Em nota, a Azul lamentou os transtornos e ressaltou que a manutenção é essencial para garantir a segurança das operações, embora a experiência prática dos passageiros tenha sido marcada pelo descaso.





