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Você pode receber R$ 2.403,85 para passar um mês em montanhas sem pagar nada

Por Leticia Florenço
31/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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salário

Crédito Trabalhador - Reprodução/iStock

Uma proposta incomum tem despertado curiosidade ao redor do mundo: receber cerca de R$ 2.403,85 para passar um mês em um refúgio nos Alpes italianos, com բոլոր os custos pagos.

A iniciativa é do centro de pesquisa Eurac Research, que abriu vagas para voluntários interessados em participar de um estudo sobre os efeitos da altitude no corpo humano.

Longe de ser apenas uma experiência turística, o projeto combina ciência, rotina controlada e um ambiente natural extremo.

Um laboratório natural nos Alpes

O experimento será realizado no refúgio Nino Corsi Refuge, situado no interior do Parque Nacional Stelvio, uma das áreas mais preservadas dos Alpes Italianos.

A escolha do local não é aleatória: a altitude entre 2.000 e 2.500 metros oferece condições ideais para analisar como o organismo reage a níveis moderados de oxigênio reduzido, algo ainda pouco explorado pela ciência.

O foco na saúde e no funcionamento do corpo

Durante quatro semanas, os participantes terão diversos aspectos monitorados, incluindo a saúde cardiovascular, o metabolismo e a qualidade do sono.

Pesquisas preliminares indicam que viver temporariamente em altitudes médias pode trazer benefícios, como melhora na pressão arterial e no funcionamento metabólico. No entanto, ainda faltam dados conclusivos e é exatamente isso que o estudo pretende esclarecer.

A busca por voluntários revelou o grande interesse pela experiência. Mais de 160 pessoas se inscreveram em poucas horas, embora apenas doze sejam selecionadas.

Os critérios são específicos: idade entre 18 e 40 anos, residência ao nível do mar, ausência de doenças e exclusão de fumantes ou atletas de alto rendimento. A ideia é garantir um grupo homogêneo para resultados mais precisos.

Rotina normal em um cenário extraordinário

Apesar da paisagem de tirar o fôlego, a rotina dos voluntários será semelhante à vida cotidiana. Os participantes deverão trabalhar ou estudar remotamente, mantendo hábitos normais.

Isso permite que os cientistas avaliem os efeitos da altitude sem interferências externas, observando como o corpo se adapta naturalmente ao ambiente.

Entre benefícios e desafios da altitude

Viver em regiões elevadas envolve mudanças no organismo. A menor disponibilidade de oxigênio, a pressão atmosférica reduzida e a maior exposição à radiação ultravioleta podem gerar impactos diversos.

Embora esses fatores estejam associados a possíveis benefícios, como menor risco de algumas doenças cardiovasculares, também podem aumentar a vulnerabilidade a problemas respiratórios, um equilíbrio que o estudo busca compreender com precisão.

Compensação e experiência única

Além da hospedagem totalmente gratuita em um refúgio alpino, os voluntários recebem €400 como compensação.

Embora o valor não seja elevado, o verdadeiro atrativo está na experiência: viver em um ambiente isolado, contribuir para a ciência e participar de uma pesquisa que pode influenciar futuras recomendações de saúde.

Ao investigar os efeitos da altitude média, os pesquisadores esperam descobrir se esse tipo de exposição pode ser utilizado como estratégia preventiva contra doenças.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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