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Visitantes de praias brasileiras estão sofrendo golpe pouco conhecido

Por Leticia Florenço
26/01/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Praia - Reprodução/iStock

Praia - Reprodução/iStock

Viajar para o litoral brasileiro segue entre os programas preferidos de turistas nacionais e estrangeiros em 2026. Destinos como Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador e Fortaleza continuam lotados durante todo o ano, especialmente em feriados e férias.

No entanto, junto com o sol e o mar, cresce também os golpes financeiros aplicados justamente em momentos de lazer e distração.

Entre as fraudes mais relatadas está um esquema pouco conhecido do grande público, como golpes envolvendo pagamentos por Pix e maquininhas portáteis, comuns em quiosques, bares de praia, ambulantes e restaurantes na orla.

Por que turistas viram alvo fácil nas praias

Ambientes turísticos reúnem vários fatores que facilitam a ação de golpistas. A combinação de pressa, barulho, filas, calor e excesso de estímulos reduz a atenção do consumidor no momento do pagamento.

Além disso, muitos visitantes não conhecem os estabelecimentos locais, o que dificulta perceber inconsistências no nome do recebedor ou no valor cobrado.

Outro ponto crítico é o uso crescente do Pix, que tornou os pagamentos mais rápidos, mas também mais difíceis de reverter quando algo dá errado. Uma confirmação feita sem checagem pode resultar em prejuízo imediato.

Como funciona o golpe da maquininha nas praias

O chamado “golpe da maquininha” não depende de invasão digital sofisticada. Na maioria das vezes, trata-se de manipulação humana. O criminoso altera valores, troca dados do recebedor ou se aproveita da falta de atenção da vítima durante a transação.

Esse tipo de fraude costuma acontecer em segundos. Enquanto um atendente conversa ou distrai o turista, outro pode modificar o valor na maquininha ou apresentar um QR Code diferente do combinado. Quando a vítima percebe, o dinheiro já foi transferido para uma conta de terceiros.

Situações mais comuns em que o golpe acontece

Alguns cenários se repetem com frequência nos relatos de vítimas:

  • Pagamento em quiosques improvisados, com iluminação precária
  • Atendimento em locais muito cheios, com música alta e movimentação intensa
  • Cobrança feita com pressa, alegando fila ou problema técnico
  • Mudança repentina do valor informado anteriormente
  • Uso de celulares ou maquininhas fora do campo de visão do cliente

Esses contextos exigem atenção redobrada, especialmente quando o pagamento é feito por Pix.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Reconhecer indícios de fraude pode evitar prejuízos significativos. Alguns comportamentos merecem desconfiança imediata:

  • Recusa do atendente em mostrar a tela da maquininha
  • Tentativa de pegar o celular do cliente desbloqueado
  • Pedido para repetir a transação sem explicação clara
  • Nome do recebedor no Pix diferente do nome do estabelecimento
  • Alegação de “erro no sistema” logo após a confirmação

Ao notar qualquer um desses sinais, o ideal é interromper o pagamento e confirmar todas as informações com calma.

Cuidados essenciais antes de pagar na praia

Criar um hábito de conferência ajuda a reduzir riscos, mesmo em momentos de lazer. Antes de confirmar qualquer pagamento:

  • Confirme o valor em voz alta
  • Peça para visualizar claramente a tela da maquininha
  • Observe o nome completo ou razão social no Pix
  • Evite pagar sob pressão ou distração
  • Prefira locais organizados e com identificação visível

Atenção durante a transação

No momento do pagamento, alguns cuidados simples fazem toda a diferença:

  • Nunca perca o controle do seu celular ou cartão
  • Leia atentamente o valor antes de tocar em “confirmar”
  • Não permita ajuda de terceiros para escanear QR Codes
  • Desconfie de pedidos para refazer o pagamento

A regra é clara: se algo parecer estranho, pare imediatamente.

O que fazer após o pagamento

Mesmo após concluir a compra, é importante manter a atenção:

  • Ative notificações instantâneas do banco
  • Confira o comprovante na hora
  • Salve registros de pagamentos mais altos
  • Compare os gastos ao final do dia

Essa revisão ajuda a identificar rapidamente qualquer movimentação fora do esperado.

Como agir se cair em um golpe

Caso o turista perceba que foi enganado, agir rápido é fundamental. As principais medidas incluem:

  • Entrar em contato imediato com o banco ou instituição financeira
  • Registrar ocorrência policial com todos os detalhes possíveis
  • Guardar comprovantes, prints e informações do local
  • Solicitar bloqueio preventivo da conta ou cartão

Quanto mais rápida for a comunicação, maiores são as chances de reduzir o prejuízo.

Planejamento financeiro também faz parte da viagem

Evitar golpes não é questão de paranoia, mas de preparo. Antes de viajar, vale revisar limites de Pix, ativar alertas no aplicativo do banco e combinar regras simples com acompanhantes, como nunca confirmar pagamentos sem conferência coletiva.

Assim, a experiência nas praias brasileiras continua sendo marcada por descanso, diversão e boas lembranças e não por transtornos financeiros que poderiam ser evitados com alguns minutos de atenção.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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