Quanto mais a tecnologia dos celulares avança, mais espaço eles ocupam na vida das pessoas. E apesar de oferecerem funcionalidades importantes, esses aparelhos também têm se tornado, para muitos, uma fonte quase exclusiva de entretenimento.
E um dos principais motivos por trás desse fenômeno é a popularização dos vídeos curtos, que estão presentes no feed de diversas redes sociais como o Facebook, Instagram, YouTube e o TikTok, que é um dos precurssores do formato.
Por mais que deslizar a tela consumindo um vídeo após o outro pareça um ato inofensivo, pesquisas confirmam que este hábito pode ser extremamente prejudicial, uma vez que ele pode estar afetando severamente o cérebro das pessoas.
Afinal, atualmente, consumir este tipo de conteúdo pode ser considerado um novo tipo de vício que, além da dependência, ainda pode causar consequências preocupantes como:
Perda de atenção e concentração
Consumir vídeos curtos com frequência faz com que o cérebro se acostume com a gratificação rápida que este tipo de conteúdo pode fornecer, tornando mais difícil manter o foco em tarefas que exigem mais tempo e atenção. Com isso, atividades como estudos, compromissos de trabalho e até mesmo assistir um filme se tornam um desafio.
Procrastinação e perdade tempo
Muitos vídeos deste tipo são produzidos com o intuito de prender a atenção do espectador logo nos primeiros segundos, tornando impossível ignorá-los. E é justamente este formato viciante que desencadeia o “doomscrolling”, levando ao consumo excessivo, fazendo com que atividades importantes sejam deixadas de lado.
Alterações no humor e comportamento
O consumo excessivo de vídeos curtos pode provocar ansiedade, insônia e irritabilidade, além de impactar negativamente o sono e afetar até mesmo os hábitos alimentares.
Redução de sensibilidade à consequências reais
Pessoas viciadas em vídeos curtos tendem a apresentar níveis mais baixos de aversão à perda. Com isso, a tomada de decisão é afetada, fazendo com que elas ajam de forma mais impulsiva, sem considerar plenamente os riscos de cada situação.
Como superar o vício em vídeos curtos?
- Limitar o tempo de tela, estabelecendo limites para o uso do celular, principalmente assistindo vídeos curtos;
- Buscar atividades alternativas, como ler livros, praticar exercícios físicos ou passar tempo com amigos e familiares;
- Priorizar conteúdos que agregam valor e conhecimento, evitando o entretenimento superficial sempre que possível;
- Conversar sobre o assunto, discutindo os impactos do consumo excessivo com pessoas próximas.






