Em entrevista concedida à CNN Brasil, Charles Porch, vice-presidente global de parcerias do Instagram, destacou a relevância do mercado brasileiro no desenvolvimento e teste de novas funcionalidades da plataforma.
Segundo o executivo, o comportamento dos usuários no país serve como um indicativo valioso para prever tendências globais da rede social, que recentemente completou 15 anos e atingiu a marca de 3 bilhões de usuários ao redor do mundo.
Vice-presidente do Instagram afirma que Brasil é termômetro para tendências
Para Porch, o Brasil se destaca pelo nível de engajamento da população nas redes sociais.
Ele aponta que o Instagram observa atentamente como os brasileiros interagem com as ferramentas oferecidas, pois isso ajuda a empresa a entender o potencial de adoção de novas funcionalidades.
O comportamento digital no país, segundo ele, oferece pistas sobre o que pode ou não dar certo em outras regiões. Essa abordagem faz com que o Brasil seja tratado como um verdadeiro laboratório de inovação dentro da estratégia global da Meta.
“Da forma como vejo o Brasil, é quase a partir de uma perspectiva de produto — para entender como o comportamento em torno das ferramentas funciona“, afirmou o vice-presidente global de parcerias do Instagram.
Quase 70% dos brasileiros usam Instagram, e Reels são o principal conteúdo
Atualmente, o Brasil contabiliza mais de 146 milhões de usuários ativos na plataforma, o que representa cerca de 68,5% da população, conforme dados da NapoleonCat e do IBGE.
Essa massa crítica de usuários não apenas consome conteúdo, mas também cria, experimenta e molda formas criativas de usar o Instagram, principalmente com o uso de vídeos curtos, os Reels.
Segundo Porch, mais da metade do tempo gasto na plataforma já é dedicado a esse formato, o que reforça o foco da empresa em expandir ainda mais o conteúdo em vídeo.
“Olha, eu acho que mais da metade — cerca de metade do tempo gasto no Instagram — é nos Reels, mais da metade mesmo, então vamos investir pesado nisso. O mundo hoje é centrado em vídeo, e a geração atual também“, revelou Charles Porch.
Instagram seguirá monetizando menos do que o TikTok, mas permitindo colaborações com marcas
Para os criadores de conteúdo brasileiros, essa tendência representa oportunidades e desafios. Embora o vídeo seja um formato em crescimento, a monetização ainda é um ponto sensível.
Muitos influenciadores apontam que outras plataformas, como o TikTok, oferecem formas mais diretas de remuneração.
Porch, no entanto, enfatiza que o modelo do Instagram prioriza a liberdade dos criadores para construir suas próprias formas de monetização, especialmente por meio de parcerias com marcas, caminho considerado mais sustentável pela empresa.
Ao final, o executivo reforçou que o Brasil continuará a desempenhar um papel central nas decisões estratégicas do Instagram, não apenas pelo volume de usuários, mas pela criatividade com que esses usuários moldam o futuro da plataforma.






