Embora os índices de consumo tenham declinado nos últimos anos, o arroz continua sendo um alimento muito presente na dieta diária de uma grande parcela da população brasileira. Entretanto, o que poucas pessoas sabem é que o grão pode se tornar um grande perigo.
Isso porque, de acordo com pesquisas internacionais, o arroz pode absorver substâncias potencialmente nocivas, como o arsênio, que pode causar náuseas, vômitos, diarreia e outros sintomas mais graves. E vale destacar que isso acontece ainda durante o cultivo do alimento.
Afinal, as áreas alagadas onde o grão geralmente é cultivado podem facilitar a absorção do arsênio. Além disso, fatores como o aquecimento global também podem contribuir para o aumento nos riscos. Contudo, no Brasil, isso ainda não parece ser um problema.
Conforme estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os teores máximos de arsênio permitidos no arroz são de 0,20 mg/kg na variedade branca e 0,35 mg/kg na integral. Especialistas, porém, afirmam que o arroz brasileiro costuma apresentar índices bem menores do que esses limites.
E é importante ressaltar que o órgão possui uma grande participação nestes resultados, pois além de manter uma fiscalização constante nas regiões produtoras de arroz para assegurar que tudo está dentro dos padrões, ainda monitora os impactos das mudanças climáticas no cultivo.
Como reduzir o risco de consumir arsênio no arroz?
A maioria dos compostos de arsênio não possui cheiro nem sabor, o que torna impossível identificá-los apenas pelas características sensoriais. Contudo, consumidores que desejarem adotar medidas adicionais de segurança, apesar dos baixos índices de risco no Brasil, podem seguir medidas como:
- Enxaguar bem o arroz em água corrente, até que a água saia completamente limpa;
- Cozinhar o arroz com água em excesso, escorrendo-a após o cozimento;
- Deixar os grãos de molho por algumas horas ou no dia anterior.
Já os agricultores podem, além de escolher variedades de arroz que absorvem menos arsênio, adotar práticas preventivas, como o uso de fertilizantes que reduzam essa absorção e o reforço da fiscalização ambiental e das normas de produção.





