Histórico treinador do futebol brasileiro, Vanderlei Luxemburgo permanece ligado às questões do esporte, participando de programas esportivos e publicando vídeos em suas redes sociais. O ex-técnico da Seleção Brasileira, Real Madrid, Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Vasco e outros gigantes do futebol brasileiro também vem se identificando com o sistema eleitoral do país e já sinalizou sua candidatura nas eleições presidenciaveis do mês de outubro.
Vivendo em Palmas, no Estado do Tocantins, o ex-treinador de futebol anunciou publicamente sua candidatura para o Senado do estado da Região Norte do Brasil. Para concorrer a uma cadeira em Brasília, Luxemburgo se filiou ao partido Podemos, em março deste ano. Mesmo com o espectro de centro-direita do partido, Luxa garante que segue com um pensamento voltado ao progressismo.
– “Sou um cara de esquerda por origem e ideologia. Minha mãe se chama Rosa Luxemburgo da Silva em homenagem a marxista polonesa Rosa de Luxemburgo. Meu avô era do sindicato dos ferroviários. Meu pai era gráfico e foi foragido pela ditadura militar. Então eu sou de esquerda porque eu acho que a democracia tem que prevalecer.” – relatou o ex-técnico de futebol.
Em 2022, Luxa chegou a lançar a candidatura para a vaga pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e tinha boas intenções de voto nas pesquisas eleitorais nos meses que antecediam o pleito. Contudo, o partido não apoiou a campanha do treinador e ele acabou optando pela desistência da disputa.
Quem foi Rosa de Luxemburgo
Nascida em 1871 na Polônia, Rozalia Luksemburg, ou Rosa de Luxemburgo, foi uma filósofa, economista e ativista do marxismo polonês. Suas reivindicações buscavam dignidade para os trabalhadores e o exercício da democracia no país europeu.
Entre suas principais obras está o artigo Reforma Social ou Revolução? de 1900. Nesse livro, Rosa escreve que o socialismo seria alcançado por meio de revoluções sociais do proletariado, e não por mudanças no núcleo capitalista.
Outro texto de sua autoria é A Acumulação do Capital, de 1913, onde a autora questiona os métoedos de sobrevivência do capiatlismo, utilizando a expansão global para manter-se como um sistema dominante no mercado.
Em 1918, Rosa de Luxemburgo juntamente com Karl Liebknecht fundaram o Partido Comunista da Alemanha, na tentativa de colocar o partido como uma opção no parlamento alemão após a Primeira Guerra Mundial.
Um ano mais tarde, a ativista foi assassinada por milícias paramilitares que foram utilizadas pelo governo para conter a Revolta Espartaquiana, que buscava o fim do regime do Kaiser.





