As novas tarifas sobre produtos brasileiros, impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começam a valer somente a partir de agosto, mas já estão causando impactos perceptíveis em ambos os mercados.
Contudo, de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, o “tarifaço” pode ser benéfico para a população do Brasil, uma vez que o preço das principais commodities exportadas aos estadunidenses caíram.
A carne, por exemplo, registrou uma queda de 8,05% nos preços em dólar, sendo negociada a US$ 53,20 nesta quarta-feira (23). Com isso, tornou-se o produto com a maior retração no período.
Já a laranja teve recuo de 5% no valor negociado em dólar na caixa com 40,8 quilos, reduzindo o valor de US$ 8 para US$ 7,60. E o café, que vinha gerando preocupação nos brasileiros nos últimos meses, teve queda de 4,18%.
O resultado em questão é referente ao café arábica, que é o principal consumido nos EUA. Até porque os grãos do tipo robusta registraram um recuo ainda mais expressivo, de 11,41% no mesmo período.
Tarifaço resulta em alta de preços nos EUA
Enquanto o Brasil se beneficia de preços mais baixos, o mercado estadunidense sofre com a alta dos três itens citados anteriormente por conta do tarifaço, segundo dados recentes do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país.
Depois de uma elevação de 1,4% apenas em junho, a carne moída já acumula aumento de 9% no ano. Com a implementação das tarifas, especialistas preveem que os preços devem seguir em alta.
A laranja e o café também registraram aumentos de 4,4% e 2,2%, respectivamente, em junho, cerca de um mês antes do anúncio das tarifas de 50%. E é provável que os índices disparem a partir de 1º de agosto.






