Consumidores que utilizam protetores solares e repelentes comercializados sob marcas como Sunlau, Wurth e Needs devem interromper imediatamente o uso desses produtos após determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A medida inclui a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso, além do recolhimento obrigatório de todos os itens afetados em circulação no país.
A decisão foi oficializada em 29 de abril, com publicação no Diário Oficial da União, e tem como base inspeções sanitárias realizadas entre os dias 14 e 17 de abril.
Protetores e repelentes suspensos
Durante as inspeções, a Anvisa identificou inconsistências na estrutura e na operação do processo de fabricação da Henlau Química Ltda., responsável pelos produtos analisados.
Segundo o órgão regulador, foi constatado que parte dos cosméticos era produzida com composições diferentes daquelas previamente aprovadas, caracterizando descumprimento das normas sanitárias.
A lista inclui protetores solares e repelentes, inclusive infantis, com risco de perda de eficácia. Nos protetores, alterações podem comprometer o FPS e causar danos à pele.
Já os repelentes podem falhar na proteção contra insetos, aumentando o risco de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Os produtos afetados são:
- Protetor solar Sunlau FPS 30 (loção UVA/UVB com vitamina E)
- Protetor solar Wurth FPS 30
- Repelente Gel Baby Amorável
- Repelente Sunlau spray com DEET
- Repelente Needs com icaridina spray (versão infantil)
- Repelente Needs com icaridina gel (versão infantil)
Medidas da Anvisa
As irregularidades identificadas descumprem a RDC 48/2013, que define critérios de qualidade e segurança para cosméticos. Diante disso, a Anvisa ampliou a medida e, por meio da Resolução RE nº 1.743/2026, determinou a proibição e o recolhimento nacional de todos os produtos da empresa.
A inspeção também apontou falhas na produção de saneantes, em desacordo com a RDC 47/2013, resultando na interrupção da fabricação desses itens. A agência informou ainda que outras empresas foram alvo de ações recentes, sem detalhamento.
A orientação ao consumidor é interromper o uso e procurar os pontos de venda para devolução ou descarte adequado.





