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Urgente: Bolsonaro acaba de ser condenado, saiba o que acontece agora

Por Leticia Florenço
11/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Bolsonaro - Reprodução

Bolsonaro - Reprodução

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus na ação penal que investigou a tentativa de golpe em 2022.

A decisão, tomada nesta quinta-feira (11), marca um momento histórico para a política brasileira, trazendo dúvidas sobre o futuro jurídico e pessoal de Bolsonaro.

A condenação ainda não significa a imediata ida de Bolsonaro para um presídio comum. A jurisprudência do STF indica que a execução da pena depende do esgotamento de recursos internos, como embargos de declaração ou infringentes.

Um exemplo recente é o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado em 2023, mas que permaneceu em liberdade até abril de 2025 devido a recursos e questões de saúde.

Prisão domiciliar e fatores de saúde

Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar em outro processo, decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes. Esse fator poderá influenciar o regime de cumprimento de pena, especialmente considerando seus problemas de saúde, como crises persistentes de soluço e cirurgias recentes.

Historicamente, doenças graves têm sido levadas em conta para manter condenados em prisão domiciliar.

O que dizem os votos

Até o momento, o placar da Primeira Turma está em 3 votos a 1 a favor da condenação de todos os réus:

  • Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia votaram pela condenação de todos.
  • Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro e mais cinco aliados, condenando apenas Mauro Cid e Braga Netto pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito.

O último voto será proferido pelo ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado, antes da definição das penas, que podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

Argumentos da ministra Cármen Lúcia

Em seu voto, Cármen Lúcia destacou que os atos golpistas representam uma ameaça grave à democracia, remetendo ao passado do país com rupturas institucionais.

A ministra afirmou que há “prova cabal” da participação de Bolsonaro e dos demais acusados em um plano sistemático para sabotar a alternância de poder e atacar instituições democráticas, incluindo o Judiciário.

A lei usada como base para a acusação, sancionada pelo próprio Bolsonaro e outros réus, definiu crimes contra a democracia. Segundo Cármen Lúcia, os acusados não podem questionar sua legitimidade, sendo autores dos atos que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

O futuro jurídico de Bolsonaro

A decisão sobre o regime de cumprimento de pena será tomada pelos ministros da Primeira Turma após análise de recursos que deverão ser apresentados pelas defesas.

O histórico jurídico indica que, mesmo com condenação, a execução da pena tende a ser postergada, especialmente em casos envolvendo problemas de saúde ou prisão domiciliar anterior.

A definição final sobre o destino de Bolsonaro dependerá do desfecho dos votos e dos recursos apresentados, mantendo o país em suspense sobre os próximos passos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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