A Ultrafarma comunicou que irá desativar todas as suas unidades físicas em funcionamento na cidade de São Paulo, passando a concentrar suas atividades presenciais em uma única loja conceito localizada na Zona Norte da capital. A medida integra um processo de reestruturação e reposicionamento da empresa no mercado varejista farmacêutico.
A mudança ocorre aproximadamente seis meses após a prisão do fundador da rede, Sidney Oliveira, no âmbito de uma investigação que apura a existência de um suposto esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Megaloja Ultrafarma
Atualmente, a Ultrafarma ainda opera quatro unidades físicas, todas situadas na Avenida Jabaquara, na Zona Sul da capital paulista, região que marcou o início das atividades da empresa há cerca de 25 anos e onde a rede construiu sua base de atuação. Até agora, a companhia não informou prazos para o encerramento dessas lojas nem apresentou um calendário oficial para a abertura da nova unidade conceito.
De acordo com informações divulgadas pela própria empresa, a loja conceito prevista terá aproximadamente 3 mil metros quadrados e concentrará, em um único endereço, serviços de farmácia convencional, manipulação de medicamentos e ótica, reunindo diferentes frentes do negócio em um modelo integrado de atendimento. A Ultrafarma também não detalhou se a reestruturação resultará em demissões ou mudanças no quadro atual de colaboradores.
Situação da marca
A medida sinaliza uma alteração relevante na estratégia de presença física da marca, que, simultaneamente, informou a intenção de ampliar e fortalecer sua atuação digital, com a oferta de entregas rápidas na Região Metropolitana de São Paulo e envios em prazos regulares para outras localidades do país.
O comunicado é divulgado em um momento de maior escrutínio sobre a imagem institucional da empresa, em decorrência da Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. A ação resultou na prisão temporária de Sidney Oliveira e de outros investigados, no âmbito de apurações sobre um suposto esquema de pagamentos irregulares e favorecimento fiscal. As investigações indicaram a participação de auditores fiscais estaduais, ampliando o debate sobre práticas tributárias e condutas empresariais no varejo.





