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Tudo que você precisa para declarar o Imposto de Renda 2026

Por Leticia Florenço
18/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Imposto de Renda

Imposto de Renda - Foto: (Imagem/Reprodução)

A Receita Federal do Brasil informou que as regras oficiais do Imposto de Renda 2026, incluindo a liberação do programa gerador da declaração e o prazo final de envio, serão anunciadas na primeira quinzena de março.

No ano passado, o período de entrega começou em 15 de março e terminou em 31 de maio, o que indica que o calendário deve seguir linha semelhante, embora a confirmação ainda dependa do anúncio oficial.

Outro ponto importante: empresas, bancos e corretoras têm até 28 de fevereiro para fornecer os Informes de Rendimentos aos contribuintes. Esses documentos são a base para preencher a declaração com precisão e evitar inconsistências que levem à malha fina.

A isenção até R$ 5 mil já vale

A ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais já está em vigor. No entanto, essa mudança só terá impacto prático na declaração entregue em 2027, que considerará os rendimentos recebidos ao longo de 2026.

Ou seja, o Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) ainda seguirá as regras anteriores quanto à tributação. É fundamental entender essa diferença para não criar expectativa de restituição maior ou redução automática do imposto já neste ano.

Números que mostram o tamanho da declaração

Em 2025, a Receita recebeu mais de 43 milhões de declarações dentro do prazo. Um dado que chama atenção é que mais da metade dos contribuintes utilizou a declaração pré-preenchida, ferramenta que importa automaticamente diversas informações já enviadas por empresas e instituições financeiras.

Além de facilitar o preenchimento, a opção pré-preenchida também garante prioridade na fila da restituição, junto com idosos, pessoas com deficiência e professores.

Tabela do Imposto de Renda e base de cálculo

A tabela anual do Imposto de Renda considera o total de rendimentos tributáveis recebidos ao longo do ano-calendário de 2025. É com base nela que se calcula se o contribuinte terá imposto a pagar ou a restituir.

Já a tabela mensal, aplicada diretamente sobre salários e aposentadorias, influencia o quanto foi retido na fonte ao longo do ano. Esse valor retido é compensado na declaração anual.

Quem provavelmente terá que declarar

As regras oficiais para 2026 só serão confirmadas em março, mas, com base nos critérios anteriores, devem declarar:

  • Contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima do limite anual estabelecido (em 2025, o valor foi de R$ 33.888);
  • Quem teve receita bruta da atividade rural acima do teto estipulado;
  • Quem obteve rendimentos no exterior, inclusive aplicações financeiras e lucros/dividendos;
  • Quem atualizou valores de imóveis e recolheu ganho de capital diferenciado;
  • Pessoas que realizaram operações em bolsa de valores;
  • Contribuintes que possuíam bens acima do valor mínimo exigido.

Mesmo pequenas mudanças nos valores de corte podem ampliar ou reduzir o universo de obrigados, por isso é essencial acompanhar o anúncio oficial.

Deduções que continuam valendo

O Ministério da Fazenda já sinalizou que, por enquanto, não haverá mudanças relevantes nas principais deduções permitidas na declaração:

  • Dependentes: valor mensal fixo por dependente;
  • Desconto simplificado mensal com teto estabelecido;
  • Despesas com educação limitadas por pessoa ao ano;
  • Desconto simplificado anual com teto máximo;
  • Despesas médicas sem limite de dedução, desde que devidamente comprovadas.

Essas deduções são estratégicas para reduzir o imposto devido ou aumentar a restituição. Quem organiza os comprovantes ao longo do ano costuma ter vantagem no momento da entrega.

Multas e consequências para quem não declara

Não entregar a declaração dentro do prazo pode gerar multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF pode ficar com status de “pendente de regularização”, o que dificulta financiamentos, abertura de contas e diversas operações bancárias.

Ignorar a obrigação pode trazer mais transtornos do que o próprio imposto.

Documentos que você precisa separar desde já

A organização é a chave para uma declaração tranquila. Veja o que deve estar em mãos:

  • Informes de rendimentos de todos os empregos (inclusive se houve troca de empresa durante o ano);
  • Informes de investimentos de bancos e corretoras;
  • Comprovante de aposentadoria ou pensão, obtido no portal Meu INSS;
  • CPF de todos os dependentes;
  • Recibos de despesas médicas com identificação completa do prestador e do paciente;
  • Comprovantes de pagamento de escola e pós-graduação;
  • Documentos de compra e venda de bens;
  • Contratos de financiamento, consórcios, empréstimos e registros de doações ou heranças.

Mesmo utilizando a declaração pré-preenchida, é essencial conferir cada dado com o Informe de Rendimentos. Erros podem atrasar a restituição ou levar à malha fina.

Quem começa a reunir documentos antes da abertura do prazo evita correria, reduz o risco de erros e aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes. O Imposto de Renda não precisa ser um pesadelo, ele se torna complicado apenas quando é deixado para a última hora.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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