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Três fontes de proteína eficazes para quem passou dos 50 anos

Por Leticia Florenço
27/06/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Proteína - Reprodução/iStock

Proteína - Reprodução/iStock

A partir dos 50 anos, o corpo começa a apresentar mudanças metabólicas que afetam diretamente a composição corporal, incluindo a perda progressiva de massa muscular, a chamada sarcopenia.

Essa condição impacta a mobilidade, a força e, consequentemente, a independência funcional das pessoas idosas. Para combater esse processo natural, a ingestão adequada de proteínas torna-se uma estratégia indispensável.

Mais do que simplesmente consumir proteína, é fundamental priorizar alimentos que forneçam todos os aminoácidos essenciais e que se encaixem facilmente na rotina alimentar.

O conceito de resistência anabólica, por exemplo, explica por que pessoas mais velhas precisam de doses maiores de proteína por refeição em comparação aos mais jovens, como reforça a pesquisadora Marily Oppezzo, do Centro de Longevidade de Stanford.

Recomendações para a ingestão diária de proteínas após os 50

Nutricionistas e geriatras sugerem que adultos com mais de 50 anos consumam entre 1,2 a 1,6 g de proteína por quilo de peso corporal por dia, com foco em distribuir aproximadamente 30 g por refeição.

Esse fracionamento favorece a síntese proteica ao longo do dia e potencializa seus efeitos na manutenção muscular, na imunidade e até na capacidade mental.

Iogurte

Os iogurtes naturais ou do tipo grego são considerados uma das melhores fontes de proteína animal por conterem todos os aminoácidos essenciais. Além disso, concentram cálcio, potássio, fósforo e probióticos, o que os torna aliados tanto da musculatura quanto da saúde óssea e intestinal.

  • Como consumir: Pode ser incluído no café da manhã com frutas, em lanches entre as refeições ou como base para molhos e sobremesas.
  • Benefícios adicionais: Ajuda na prevenção da osteoporose e contribui para a digestão e absorção de nutrientes.

Ovos

Considerado um dos alimentos mais completos da natureza, o ovo oferece proteína de altíssimo valor biológico, além de colina, vitamina D, B12 e antioxidantes como luteína e zeaxantina, importantes para a saúde ocular e cognitiva.

  • Como consumir: Mexidos, cozidos, poché ou em omeletes, os ovos se adaptam a qualquer refeição do dia.
  • Versatilidade na rotina alimentar: São econômicos, fáceis de preparar e combinam com vegetais, pães integrais e até iogurte.

Peixes enlatados

Sardinhas, atum e cavala em conserva são soluções práticas que entregam proteínas completas e ácidos graxos ômega-3, substâncias que reduzem inflamações, protegem o coração e o cérebro, regiões especialmente sensíveis ao envelhecimento.

  • Como consumir: Podem ser usados em saladas, pastinhas, massas, tortas ou mesmo como recheio de sanduíches nutritivos.
  • Benefício da conservação: O fato de serem enlatados aumenta sua durabilidade e praticidade, sem perdas nutricionais significativas.

Por que a proteína é tão importante para quem envelhece

Mais do que simplesmente alimentar os músculos, a proteína atua em diversas funções essenciais ao corpo humano:

  • Regeneração celular e reparo tecidual
  • Produção de hormônios e enzimas
  • Formação de anticorpos e fortalecimento do sistema imunológico
  • Transporte de nutrientes e equilíbrio de fluidos no organismo

Segundo especialistas das Universidades de Stanford e Harvard, manter uma dieta rica em proteínas completas ajuda não apenas a preservar a força física, mas também contribui para um envelhecimento ativo e com mais qualidade de vida.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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