O Brasil alcançou um marco histórico no cenário da educação executiva mundial. Pela primeira vez, três instituições brasileiras foram incluídas entre as 90 melhores escolas de negócios do planeta no tradicional ranking elaborado pelo jornal britânico Financial Times.
O levantamento é considerado um dos mais importantes do mundo na área de gestão, liderança e formação de executivos.
O reconhecimento mostra que as escolas brasileiras vêm conquistando espaço em um setor altamente competitivo, historicamente dominado por universidades europeias e norte-americanas.
Fundação Dom Cabral
A Fundação Dom Cabral foi a instituição brasileira mais bem colocada no ranking. A escola alcançou a quarta posição mundial na categoria de programas abertos de educação executiva, mantendo o mesmo desempenho obtido no ano anterior.
Com isso, a instituição mineira segue como a única representante do Brasil entre as cinco melhores do mundo. O resultado consolida a Fundação Dom Cabral como uma referência internacional na formação de líderes empresariais e executivos de alto nível.
O desempenho chama atenção principalmente pela forte concorrência global, que reúne algumas das mais tradicionais escolas de negócios do planeta.
FGV
Outra instituição brasileira que ganhou destaque foi a Fundação Getulio Vargas. A escola alcançou a 12ª posição mundial, registrando o melhor desempenho dos últimos anos.
Na edição anterior do ranking, a FGV aparecia apenas na 27ª colocação. A subida demonstra o fortalecimento da instituição em programas de liderança, inovação e desenvolvimento estratégico voltados ao mercado corporativo.
A melhora também reflete o aumento da procura por cursos voltados à atualização profissional em áreas ligadas à transformação digital, sustentabilidade e gestão empresarial.
Insper
O Insper também apareceu entre os destaques globais ao ocupar a 19ª posição no ranking de programas abertos.
Nos últimos anos, a instituição ampliou investimentos em inovação, empreendedorismo e formação executiva, fatores que contribuíram para sua consolidação entre as melhores escolas de negócios do mundo.
Com o resultado, as três representantes brasileiras ficaram posicionadas entre as 20 melhores instituições globais na categoria analisada pelo Financial Times.
Europa continua dominando o topo da lista
Apesar do avanço brasileiro, a Europa segue concentrando as primeiras posições do ranking internacional. A liderança ficou com a London Business School, seguida pela HEC Paris e pela IESE Business School.
A IESE, inclusive, possui unidade no Brasil e ocupa a terceira posição na categoria de programas abertos. Já a SKEMA Business School, que também mantém operações no país, apareceu na 35ª colocação.
A forte presença europeia evidencia a tradição do continente na formação de executivos e no desenvolvimento de programas voltados para liderança empresarial global.
Critérios rigorosos tornam ranking altamente seletivo
Para integrar a lista do Financial Times, as instituições precisam cumprir exigências rigorosas. Entre os critérios estão faturamento mínimo em programas executivos, credenciamento internacional e avaliações positivas de alunos e ex-alunos.
A análise considera fatores como qualidade do ensino, experiência dos participantes, métodos pedagógicos, inovação acadêmica, diversidade internacional e crescimento das receitas.
Grande parte da nota final está diretamente ligada à percepção dos executivos que participaram dos cursos. Segundo o próprio ranking, os critérios relacionados à qualidade do aprendizado e à relevância das competências adquiridas representam cerca de 80% da avaliação total.
O desempenho também mostra que o Brasil começa a ocupar um espaço mais relevante em áreas estratégicas ligadas ao conhecimento, inovação e desenvolvimento de lideranças empresariais.





