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Tomar Vitamina C pode não acabar com seu resfriado por esse motivo

Por Leticia Florenço
21/04/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Vitamina C - Reprodução/iStock

Vitamina C - Reprodução/iStock

“Tomar vitamina C cura resfriado” é uma das recomendações mais repetidas quando alguém começa a espirrar ou sentir o corpo mais cansado. A ideia parece lógica: se a vitamina fortalece a imunidade, então ela deveria impedir a doença.

No entanto, a ciência mostra que essa relação não é tão direta quanto se imagina, e confiar apenas nesse hábito pode gerar expectativas irreais sobre seus efeitos.

Pesquisas amplas envolvendo milhares de pessoas indicam que a vitamina C não reduz a incidência de resfriados na população em geral. Ou seja, mesmo com suplementação regular, as chances de contrair a infecção permanecem praticamente as mesmas.

Isso ocorre porque o sistema imunológico não depende de um único nutriente, mas de um conjunto complexo de fatores que atuam em equilíbrio.

Por que ela não impede o resfriado

O resfriado comum é causado por vírus que se espalham facilmente e conseguem penetrar nas defesas do organismo com rapidez. A vitamina C não atua como uma barreira direta contra esses agentes invasores.

Em vez disso, ela oferece suporte ao funcionamento do corpo, ajudando as células de defesa a trabalharem melhor, o que é importante, mas não suficiente para bloquear completamente uma infecção.

O verdadeiro papel da vitamina c no organismo

Apesar de não prevenir a doença, a vitamina C é essencial para a saúde. Ela participa de processos fundamentais, como a produção de glóbulos brancos, a proteção contra danos causados por radicais livres e a síntese de colágeno, importante para a pele e os tecidos.

Também contribui para a cicatrização e para a manutenção das barreiras naturais do corpo, que dificultam a entrada de microrganismos.

O que muda quando você já está doente

Embora não impeça o resfriado, a vitamina C pode exercer um papel mais relevante durante a doença. Alguns estudos apontam que seu uso regular pode reduzir levemente a duração dos sintomas e torná-los menos intensos.

Isso significa que ela não evita o problema, mas pode tornar a experiência um pouco menos desconfortável em determinados casos.

Situações em que o efeito pode ser maior

Existem situações específicas em que a vitamina C parece apresentar benefícios mais evidentes. Pessoas submetidas a esforço físico intenso, como atletas ou indivíduos em treinamentos rigorosos, podem ter o organismo mais vulnerável ao estresse oxidativo.

Nesses cenários, a ação antioxidante da vitamina ajuda a equilibrar o organismo, podendo reduzir o risco de infecções.

A melhor forma de obter vitamina C continua sendo por meio da alimentação. Frutas cítricas, verduras e legumes frescos são fontes ricas desse nutriente e, quando consumidos regularmente, costumam suprir as necessidades do organismo.

Além disso, preparar os alimentos de maneira adequada, evitando excesso de calor e armazenamento prolongado, ajuda a preservar suas propriedades.

Quando a suplementação é necessária

Nem todas as pessoas precisam recorrer a suplementos. Em muitos casos, uma dieta equilibrada já garante níveis adequados de vitamina C.

A suplementação costuma ser indicada apenas em situações específicas, como deficiência nutricional, maior vulnerabilidade imunológica ou necessidades aumentadas do organismo. O uso indiscriminado, por outro lado, pode trazer efeitos indesejados.

Embora seja uma vitamina essencial, o consumo exagerado não traz benefícios adicionais e pode causar desconfortos, como problemas gastrointestinais e até formação de cálculos renais em pessoas predispostas.

O organismo elimina o excesso, mas isso não significa que doses elevadas sejam inofensivas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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