Os principais clubes da elite do futebol brasileiro seguem sendo destaque nos periódicos esportivos do país pelas dívidas estratosféricas acumulada nos últimos anos. Um desses clubes tradicionais informou à sua torcida o valor do passivo da última gestão: R$ 935 milhões.
O repórter Kaliel Dorneles, da Rede Bandeirantes de Porto Alegre, apurou que a dívida de curto prazo do Grêmio está definido em R$ 516 milhões, enquanto que o valor das dívidas de longo prazo é de R$ 419 milhões. Somados os dois passivos, a dívida gremista chega aos R$ 935 milhões. Os números foram apresentados na última reunião do Conselho Deliberativo do tricolor gaúcho e são referentes ao balanço financeiro dos últimos meses da gestão do presidente Alberto Guerra, encerrada no final do ano passado.
O jornalista também apurou que dentre os valores das dívidas de curto prazo estão o pagamento de luvas com os jogadores Arthur, Willian, Fabian Balbuena, Carlos Vinícius, Erick Noriega e Marcos Rocha, contratados no ano passado. O valor devido aos jogadores chega na casa dos R$ 113 milhões.
Vale lembrar que, no ano passado, o empresário Marcelo Marques realizou o financiamento de mais de R$ 100 milhões para pagar o valor restante da dívida da Arena Porto-Alegrense para a gestora do estádio. Dessa forma, o clube iniciou 2026 recebendo aportes mais significativos da bilheteria da Arena.
Para tentaramortizar as dívidas, o Grêmio deverá adotar uma série de medidas nos próximos meses, sendo as opções mais viáveis a renegociação de contratos com credores, venda de ativos financeiros como jogadores, naming rights da Arena, além de um novo patrocinador master para ajudar no pagamento dos vencimentos dos atletas e funcionários do clube.
Dívida cresceu em mais de R$ 200 milhões
No final de 2025, ainda sob a gestão do presidente Alberto Guerra, a imprensa gaúcha destacava que o valor total do Passivo do Grêmio girava em torno de R$ 730 milhões. Com isso, o atual preseidente do clube, Odorico Roman, herdou uma dívida maior, com R$ 205 milhões de diferença.
Os valores divulgados não contemplam os empréstimos bancários realizados durante a janela de transferência do início de 2026, sugerindo que os valores já podem ter atingido a casa de R$ 1 bilhão.






