A convergência entre medicina, ciência do esporte e genética tem se destacado como um recurso cada vez mais importante no manejo de doenças reumáticas e musculoesqueléticas, abrindo novas possibilidades para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Estudos apresentados no Congresso Europeu de Reumatologia indicam que programas de exercícios individualizados proporcionam ganhos expressivos na aptidão física e no bem-estar de pessoas com artrite e espondiloartrite axial, com benefícios que se mantêm por mais de dois anos, mesmo após a diminuição da supervisão direta das sessões.
Testes genéticos para treinos
No Reino Unido, um estudo conduzido pela Universidade Sheffield Hallam identificou efeitos semelhantes em pacientes com esclerose sistêmica, nos quais a prática regular de exercícios físicos levou à redução da fadiga, da dor e de sintomas depressivos.
Os resultados indicam que a atividade física pode inclusive retardar a progressão dos sintomas, destacando sua relevância no tratamento de doenças reumáticas crônicas. A personalização dos programas de exercício é essencial, considerando que cada paciente apresenta limitações e características físicas específicas, cenário em que os avanços na genética têm se mostrado fundamentais.
Testes genéticos, realizados por meio de amostras de saliva, permitem compreender como o corpo de cada indivíduo responde a diferentes tipos de treino e estímulos, além de avaliar predisposições a lesões musculoesqueléticas e à capacidade de ganho de massa muscular e resistência. Essa abordagem possibilita a criação de planos de exercícios adaptados não apenas à condição clínica do paciente, mas também à sua individualidade biológica.
Outras aplicações
Além disso, esses exames genéticos podem revelar predisposições a condições associadas ao envelhecimento, como osteoporose e variações nos níveis de cálcio, possibilitando a implementação de estratégias preventivas para um envelhecimento mais saudável.
Ao integrar exercícios físicos personalizados com informações genéticas, médicos e profissionais do esporte conseguem elaborar programas mais seguros, eficientes e duradouros para pacientes com doenças reumáticas, promovendo bem-estar, autonomia e melhorias significativas na qualidade de vida.






