O mercado global de azulejos cerâmicos mantém trajetória de crescimento e deve alcançar US$ 228,8 bilhões em 2026, com projeção de chegar a US$ 333,7 bilhões até 2031, avanço médio anual de 7,8%. A expansão é impulsionada pela construção residencial e comercial e por inovações em design e acabamentos.
Entre as tendências de 2026, destacam-se os azulejos com estética artesanal, que reproduzem variações de cor, textura e pequenas imperfeições para conferir autenticidade aos ambientes.
Com origem no mundo islâmico no século IX, sob o nome al-zuleij (“pequena pedra polida”), o azulejo se consolidou em Portugal entre os séculos XVI e XVIII e chegou ao Brasil no mesmo período, assumindo funções como proteção contra umidade, maresia e calor.
Azulejos artesanais
O retorno dos artesanais reflete a valorização de peças que carregam história, memória e identidade cultural, em reação à padronização predominante nas últimas décadas.
O processo de criação envolve pesquisa, múltiplas queimas e atenção minuciosa aos detalhes, transformando cada peça em um elemento narrativo dentro do projeto arquitetônico.
A diferença entre artesanal e industrial está diretamente ligada ao modo de produção:
- Artesanal: preserva o traço humano, apresenta variações sutis de cor e textura e confere singularidade ao ambiente.
- Industrial: prioriza padronização, repetição e funcionalidade, resultando em peças uniformes.
Essa característica amplia as possibilidades de uso dos artesanais, que vão além de cozinhas, banheiros e lavabos e aparecem também em:
- Salas e corredores
- Dormitórios
- Móveis
- Painéis decorativos
No projeto, podem atuar tanto como ponto focal quanto como elemento complementar de composição estética. Para evitar excesso visual, recomenda-se:
- Combinar peças estampadas com azulejos lisos ou de tonalidade semelhante;
- Trabalhar os vazios e o diálogo com outros materiais;
- Planejar a distribuição das superfícies para garantir equilíbrio e harmonia.
Dessa forma, o revestimento deixa de cumprir apenas função prática e passa a integrar a narrativa visual do espaço.






