Durante uma audiência pública realizada recentemente na Câmara dos Deputados, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a Rota Amazônica, importante corredor logístico que conectará o Brasil ao Oceano Pacífico, tem conclusão prevista para setembro.
O projeto, idealizado em 2023 como uma demanda do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, faz parte do plano de integração Sul-Americano e visa conectar Manaus e outras cidades do Amazonas a quatro portos estratégicos na costa oeste da América do Sul, sendo eles Manta, no Equador, Chancay e Paita, no Peru e Tumaco, na Colômbia.
Ainda de acordo com Tebet, estima-se que a nova rota poderá encurtar em até 10 dias o tempo de transporte das exportações brasileiras com destino à China, que é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil.
Inclusive, assim que as obras forem finalizadas, é provável que o porto de Chancay se consolide como um importante hub de exportações para a Ásia, levando em conta o expressivo investimento chinês no local.
Ferrovia bioceânica também está entre os planos, afirma Tebet
Nesta segunda-feira (7) o governo federal assinou um memorando de entendimento com a China para avaliar a viabilidade de um corredor ferroviário bioceânico, conectando o porto de Ilhéus, na Bahia, ao porto de Chancay por meio de uma linha férrea que cruzaria a América do Sul.
O projeto é visto como uma alternativa estratégica ao Canal do Panamá, pois tem o potencial de acelerar o escoamento de commodities e ampliar ainda mais a inserção comercial do Brasil no mercado asiático.
Ainda durante a audiência, Tebet afirmou que estudos técnicos podem ser iniciados em breve e devem levar entre 18 e 20 meses. Desta forma, caso o projeto seja aprovado, a obra ficará a cargo da próxima gestão. Até o momento, prováveis valores de investimento não foram confirmados.






