A crescente preocupação com a qualidade dos suplementos alimentares no Brasil ganhou destaque após alertas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Consumidores e autoridades estão em alerta, diante de irregularidades que colocam a saúde em risco.
Entre 2020 e 2025, 63% das investigações da Anvisa envolveram suplementos alimentares. Grande parte das reclamações refere-se a propagandas enganosas em plataformas digitais, dificultando a fiscalização.
Produtos de origem desconhecida circulam livremente, muitas vezes sem qualquer estudo de segurança, aumentando os riscos à saúde.
Tecnologia contra irregularidades
Para enfrentar essas ameaças, a Anvisa tem investido em inteligência artificial (IA) para identificar e remover produtos irregulares da internet. Até o momento, mais de 230 mil anúncios foram excluídos, sendo 60 mil deles de suplementos.
A tecnologia permite maior rastreabilidade e eficiência na fiscalização do comércio eletrônico.
Cancelamento de produtos e fiscalização
A fiscalização rigorosa da Anvisa já resultou na reprovação de 277 novos suplementos avaliados até julho de 2025, principalmente devido à falta de estudos de estabilidade que comprovem a manutenção das propriedades nutricionais durante a validade.
Produtos sem documentação adequada têm sua autorização de comercialização cancelada e são recolhidos do mercado, protegendo consumidores de riscos nutricionais e sanitários.
Confiança regulatória
Desde setembro de 2024, empresas precisam notificar a Anvisa sobre novos suplementos. Quando seguem as normas, a agência concede autorização sem análise prévia, mostrando um modelo de confiança regulatória.
O sistema de “lista positiva” define limites máximos e mínimos de ingredientes, garantindo padrões claros que os fabricantes devem obedecer.
Controle de qualidade e prazos
A partir de setembro de 2025, a notificação obrigatória de suplementos será obrigatória, incluindo produtos já fabricados ou importados antes da nova regulamentação.
Produtos anteriores poderão ser vendidos até o fim do prazo de validade. Essa medida visa elevar a qualidade do setor e proteger os consumidores, segundo especialistas da indústria.
Projetos de lei já estão sendo preparados para assegurar que o setor se desenvolva de forma segura, sem comprometer a saúde dos consumidores.





