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Supernova ultrabrilhante intriga pesquisadores com dados inéditos

Por Leticia Florenço
13/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Astrônomos registraram um fenômeno raro no universo que está desafiando os modelos tradicionais da astrofísica. A supernova SN 2024afav, localizada a mais de um bilhão de anos-luz da Terra, apresentou um comportamento luminoso incomum que tem intrigado pesquisadores de diferentes instituições ao redor do mundo.

O evento foi identificado durante o monitoramento rotineiro de explosões estelares e rapidamente ganhou destaque entre cientistas.

Diferentemente das supernovas convencionais, que aumentam de brilho e depois desaparecem gradualmente, esse objeto apresentou oscilações repetidas de luminosidade, como se estivesse “piscando” no espaço.

Fenômeno raro entre as explosões estelares

Cometa curioso

Álcool no espaço ☄️

Cometa 3I/ATLAS intriga cientistas
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Álcool no espaço ☄️

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Supernovas são explosões gigantes que marcam o fim da vida de estrelas muito massivas. Durante esse processo, o colapso do núcleo estelar provoca uma liberação gigantesca de energia, capaz de iluminar regiões inteiras de uma galáxia.

No caso da SN 2024afav, os pesquisadores classificaram o evento como uma supernova superluminosa, um tipo extremamente raro de explosão cósmica que pode ser dezenas de vezes mais brilhante que as supernovas comuns.

Esses fenômenos são observados há pouco mais de duas décadas e ainda representam um dos maiores mistérios da astronomia moderna, principalmente por causa da intensidade extraordinária de sua luminosidade.

Brilho irregular levantou novas perguntas

Ao analisar dados coletados por uma rede internacional de telescópios, os cientistas perceberam que o brilho da supernova não seguia o padrão esperado. Em vez de diminuir gradualmente após o pico inicial, a luminosidade apresentava pequenas oscilações periódicas.

Outro detalhe surpreendente chamou a atenção dos pesquisadores: os intervalos entre essas variações estavam diminuindo ao longo do tempo. Em outras palavras, os pulsos de luz da explosão estavam ficando cada vez mais rápidos.

Esse padrão não era previsto por nenhum modelo teórico existente, o que levou os cientistas a investigar possíveis mecanismos capazes de produzir esse comportamento.

Magnetar pode estar no centro da explosão

A principal hipótese levantada pelos pesquisadores envolve a formação de um magnetar no núcleo da supernova. Um magnetar é um tipo extremo de estrela de nêutrons que surge após o colapso de uma estrela massiva.

Esses objetos são incrivelmente densos e possuem campos magnéticos trilhões de vezes mais fortes que o da Terra. Mesmo tendo apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, podem concentrar mais massa que o próprio Sol.

Segundo os cientistas, a energia liberada por um magnetar recém-formado poderia explicar o brilho extraordinário observado nas supernovas superluminosas.

Disco de matéria pode explicar as oscilações

Os pesquisadores acreditam que parte do material expelido pela estrela durante a explosão pode ter retornado em direção ao magnetar, formando um disco de matéria ao redor do objeto.

Esse disco não estaria alinhado com o eixo de rotação do magnetar. Como resultado, passaria a oscilar no espaço, criando um movimento semelhante ao de um pião girando.

Esse processo pode ser explicado por um efeito previsto pela Teoria da Relatividade Geral chamado Precessão de Lense-Thirring, no qual a rotação extremamente rápida de um objeto massivo distorce o espaço-tempo ao seu redor.

Quando o disco oscila, parte da energia emitida pelo magnetar pode ser bloqueada ou redirecionada, provocando as variações de brilho observadas pelos telescópios.

Estudo pode ajudar a entender explosões extremas

O fenômeno foi descrito em um estudo publicado na revista científica Nature. Para os pesquisadores, o comportamento observado funciona como uma espécie de “janela” para os processos que ocorrem no interior das explosões estelares.

Se novos eventos semelhantes forem identificados, os cientistas poderão confirmar se magnetars realmente são responsáveis por alimentar as supernovas superluminosas.

A descoberta representa mais um passo para compreender os fenômenos mais energéticos do universo e revela que ainda há muitos mistérios escondidos nas explosões que marcam o fim da vida das estrelas.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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