Em 2026, a exigência de divulgação clara e precisa dos preços consolidou-se como um dos principais eixos do varejo supermercadista no Brasil. Mais do que uma estratégia para atrair clientes, a transparência passou a ser tratada como requisito estrutural da operação.
Diferenças aparentemente mínimas em cada produto podem representar aumento expressivo no valor final da compra quando acumuladas no carrinho, afetando diretamente o orçamento das famílias.
Nesse cenário, a exposição adequada dos preços tende a se firmar como padrão permanente no setor de alimentos, impulsionada por fiscalização, concorrência e maior atenção do consumidor.
Regras pros valores nos supermercados
A legislação já estabelece parâmetros objetivos: a Lei nº 10.962/2004 determina que o valor do produto deve estar exposto de maneira clara, correta, ostensiva e legível, no próprio item ou em local imediatamente próximo.
O Decreto nº 5.903/2006 complementa as regras ao detalhar critérios de visibilidade. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor prevê que a oferta vincula o fornecedor, garantindo respaldo ao cliente em caso de descumprimento.
Principais pontos:
Direito ao menor preço
- O consumidor pode pagar o menor valor exibido em caso de divergência entre gôndola e caixa.
- A regra impede cobranças superiores às anunciadas.
- O Procon intensifica a fiscalização e pode aplicar multas e sanções administrativas.
Uso de tecnologia para reduzir erros
- Etiquetas eletrônicas permitem atualização automática de preços.
- Integração entre gôndolas e caixas reduz discrepâncias.
- Digitalização melhora a integração entre promoções físicas e canais online.
Preço por unidade de medida
- Obrigatoriedade de informar valor por quilo, litro ou unidade equivalente.
- Facilita comparação entre embalagens de tamanhos diferentes.
- Evita distorções em ofertas aparentemente vantajosas.
Transparência nas promoções
- Condições devem estar claramente informadas.
- Inclusão de limites por CPF, quantidade mínima ou exigência de fidelidade.
- Diferenças de preço por forma de pagamento precisam ser previamente indicadas.
Apesar dos avanços, fiscalizações ainda identificam falhas recorrentes, como ausência de preços, etiquetas mal posicionadas ou valores divergentes entre o sistema e a prateleira. Essas inconsistências dificultam a tomada de decisão e podem resultar em cobranças indevidas.






