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Sua coluna está envelhecendo e você pode retardar esse processo

Por Leticia Florenço
11/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Coluna - Reprodução/iStock

Coluna - Reprodução/iStock

A coluna vertebral registra, silenciosamente, o efeito de cada ano vivido. Entre vértebras, discos e ligamentos, essa estrutura complexa sustenta o corpo, absorve impactos e permite movimento. Porém, com o envelhecimento natural, ela começa a mudar.

O que antes era flexível e resistente se torna mais rígido, menos hidratado e mais suscetível a dores. A boa notícia é que esse processo pode ser retardado e não precisa resultar em limitações na maturidade.

O que muda dentro da coluna ao longo dos anos

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Com o passar do tempo, os discos intervertebrais, responsáveis por amortecer os impactos, vão perdendo água. Isso os torna mais secos, finos e menos elásticos, facilitando fissuras e até hérnias.

As articulações também sofrem artrose devido ao atrito, criando formações ósseas chamadas osteófitos, popularmente conhecidas como “bicos de papagaio”. Enquanto isso, os ligamentos ao redor das vértebras espessam e perdem elasticidade, contribuindo para a rigidez e a diminuição da mobilidade.

Em paralelo, os ossos sofrem perda de densidade, principalmente em mulheres após a menopausa, o que aumenta o risco de fraturas e compressões dolorosas na coluna.

Quando o desgaste se torna um problema real

Nem todo sinal de degeneração encontrado em exames é preocupante. O alerta surge quando a dor persiste a ponto de atrapalhar o sono e limitar simples movimentos do dia a dia. Em alguns casos, surgem sintomas neurológicos como formigamento, dormência, queimação ou perda de força nos braços e pernas.

Isso pode indicar compressão dos nervos, resultado de hérnias de disco ou estreitamento do canal por onde passa a medula. Quando essas alterações começam a interferir nas atividades diárias, a degeneração deixou de ser apenas natural e passou a exigir atenção médica especializada.

O estilo de vida moderno e seus vilões silenciosos

A forma como vivemos hoje acelera o desgaste da coluna. Longas horas sentados, postura inclinada para olhar o celular, bolsas pesadas carregadas sempre do mesmo lado e a falta de movimento criam pequenas agressões repetidas que, com o tempo, se acumulam.

O sedentarismo enfraquece a musculatura que deveria estabilizar a coluna, enquanto o excesso de peso aumenta a pressão sobre vértebras e discos. Há ainda um inimigo pouco comentado: o tabagismo, que reduz a irrigação sanguínea e acelera a degeneração dos discos.

O papel da musculatura na proteção da coluna

Para manter a coluna saudável, não basta apenas evitar esforços; é necessário fortalecer o corpo. A musculatura do core, formada pelos músculos abdominais, oblíquos, lombares e glúteos, funciona como um cinturão natural de proteção.

Quando esses músculos estão fortes e bem alongados, distribuem cargas e reduzem a pressão sobre as vértebras. Ao contrário do que muitos pensam, não é força isolada que protege a coluna, e sim o equilíbrio entre força e flexibilidade. Um tronco forte previne lesões e retarda o envelhecimento da coluna.

Exercícios mais importantes em cada fase da vida

A atenção com a coluna muda conforme a idade. Na juventude, o ideal é trabalhar o fortalecimento global com musculação e treinos funcionais, sempre priorizando a técnica correta dos movimentos. Por volta dos 30 anos, inserir atividades como pilates melhora a consciência corporal e o alinhamento postural.

Após os 50, exercícios de baixo impacto, como hidroginástica, caminhada e alongamento direcionado, preservam a mobilidade e evitam sobrecarga nas articulações. A musculação, no entanto, se mantém como aliada em todas as faixas etárias, desde que orientada por um profissional.

Coluna saudável também depende do que acontece fora da academia

A recuperação é tão importante quanto o movimento. Durante o sono, os discos intervertebrais recuperam parte da água perdida ao longo do dia, funcionando como uma “reidratação interna”. Uma alimentação rica em cálcio, magnésio, colágeno e vitamina D favorece a manutenção da massa óssea e dos ligamentos.

A hidratação adequada mantém tecidos e articulações mais elásticos. E, por fim, o cuidado emocional também entra, estresse crônico aumenta a tensão muscular e agrava as dores na coluna.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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