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Sua barriga pode diminuir consumindo azeite, mas com uma condição

Por Leticia Florenço
17/12/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Azeite - Reprodução/iStock

Azeite - Reprodução/iStock

O azeite extravirgem voltou a ganhar destaque em estudos recentes por seu possível efeito na redução da circunferência abdominal.

Pesquisadores italianos analisaram dados de mais de 16 mil adultos, incluindo informações sobre hábitos alimentares, medidas corporais e estilo de vida, e encontraram uma associação entre o consumo regular do azeite e uma menor gordura abdominal.

Mas há um detalhe fundamental: os benefícios só se manifestam dentro de um contexto saudável, que inclui dieta equilibrada, prática de exercícios físicos, sono adequado e gerenciamento do estresse.

O papel do azeite na dieta

O azeite extravirgem é o coração da famosa Dieta Mediterrânea, reconhecida mundialmente por seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.

Isso se deve principalmente ao ácido oleico, uma gordura monoinsaturada, e aos compostos antioxidantes presentes no produto não refinado, que ajudam a reduzir inflamações e proteger as artérias.

A maneira de usar também faz diferença: adicioná-lo ao final das preparações ou em fogo baixo preserva seus antioxidantes.

Por que a barriga acumula gordura?

O excesso de adipócitos, as células de gordura, na região abdominal está ligado à produção de substâncias inflamatórias, aumento do colesterol, triglicérides e glicose no sangue, caracterizando a chamada síndrome metabólica.

A inclusão de azeite extravirgem na alimentação pode contribuir para reduzir esse acúmulo, mas não atua isoladamente; hábitos saudáveis são determinantes para resultados concretos.

Limitações dos estudos atuais

Os resultados observados ainda são preliminares. Estudos observacionais, como o italiano, dependem de autodeclarações, sem medições técnicas, e não estabelecem relação de causa e efeito.

Ensaios clínicos randomizados são necessários para comprovar a eficácia real do azeite na redução da gordura abdominal. Ainda assim, esses dados servem como incentivo para explorar o consumo do óleo dentro de uma alimentação equilibrada.

Comparando óleos vegetais

Além do azeite, há diversos óleos vegetais populares no Brasil, cada um com características próprias:

  • Óleo de canola: Rico em monoinsaturados, versátil e adequado para refogar, assar e preparar molhos.
  • Óleo de girassol: Suave, adequado para pratos frios e quentes, mas exige atenção ao tipo de cultivo.
  • Óleo de soja: Fonte de ômega-6, barato e versátil, mas o excesso pode favorecer inflamação.
  • Óleo de coco: Muito saturado; não há evidência robusta de efeito em perda de peso, deve ser usado com moderação.
  • Óleo de palma/dendê: Rico em saturadas, antioxidantes, mas ligado a impactos ambientais; prefira opções sustentáveis.
  • Óleo de algodão e milho: Contêm mistura equilibrada de ácidos graxos e podem ser usados em diversas preparações.

O segredo está em escolher o óleo certo para cada preparo, evitar aquecimento excessivo e dar preferência àqueles ricos em gorduras monoinsaturadas e antioxidantes.

Como melhorar os efeitos do azeite

Para que o azeite realmente ajude na saúde abdominal, vale combinar:

  • Alimentação balanceada: Mais vegetais, frutas, proteínas magras e fibras.
  • Atividade física regular: Exercícios aeróbicos e de força ajudam a reduzir gordura visceral.
  • Sono de qualidade: A privação de sono favorece o acúmulo de gordura abdominal.
  • Redução do estresse: Cortisol elevado contribui para a obesidade central.

O azeite extravirgem, portanto, não é um “atalho” para emagrecimento, mas um aliado poderoso quando inserido em um estilo de vida saudável.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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