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Stephen Hawking, cientista: “não creio que a humanidade sobreviva aos próximos mil anos”

Por Jeferson da Rosa
22/01/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Stephen Hawking, cientista: "não creio que a humanidade sobreviva aos próximos mil anos" - Imagem: Reprodução/Discovery Channel

Stephen Hawking, cientista: "não creio que a humanidade sobreviva aos próximos mil anos" - Imagem: Reprodução/Discovery Channel

Em uma declaração que atravessou fronteiras e décadas, o astrofísico inglês Stephen Hawking afirmou, em certa ocasião, que não acreditava que a humanidade conseguiria sobreviver aos próximos mil anos.

A frase, curta e direta, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, foi reproduzida em entrevistas, reportagens e debates acadêmicos e segue sendo lembrada até hoje.

Mas, longe de um tom apocalíptico gratuito, a afirmação fazia parte de uma reflexão mais ampla sobre os rumos da civilização humana e os riscos criados pelo próprio progresso.

Stephen Hawking, cientista: “não creio que a humanidade sobreviva aos próximos mil anos”

O que Stephen Hawking disse, de forma completa, foi: “Não creio que a humanidade sobreviva aos próximos mil anos, pelo menos não sem que nos espalhemos pelo espaço”.

A segunda parte da frase é essencial para compreender seu significado. O cientista não defendia que o fim fosse inevitável, mas alertava que a permanência exclusiva da humanidade na Terra representa um risco crescente diante de ameaças globais.

Segundo Hawking, a combinação de fatores como mudanças climáticas, conflitos armados em escala nuclear, pandemias, crescimento populacional desordenado e o desenvolvimento acelerado de tecnologias potencialmente perigosas, como a inteligência artificial, criava um cenário de vulnerabilidade sem precedentes.

Para ele, bastaria um evento de grande impacto para comprometer a sobrevivência da espécie em um planeta único e finito.

A solução proposta não era abandonar a Terra, mas reduzir a dependência total dela.

Hawking defendia a exploração espacial e, a longo prazo, a possibilidade de estabelecer colônias humanas fora do planeta como uma forma de garantir a continuidade da civilização.

Essa visão não era apresentada como ficção científica, mas como uma estratégia de sobrevivência baseada no avanço científico e tecnológico, acompanhada de responsabilidade ética e cooperação internacional.

Essa reflexão, segundo o próprio cientista, deveria servir como um alerta.

Ao reconhecer os riscos, a humanidade teria a chance de agir de forma preventiva, investindo em ciência, educação, diplomacia global e no uso consciente da tecnologia, além de repensar sua relação com o meio ambiente.

Quem foi Stephen Hawking?

Stephen Hawking não era apenas um teórico distante dessas questões. Nascido em 1942, em Oxford, ele se tornou um dos cientistas mais influentes da história contemporânea, com contribuições decisivas para a cosmologia e o estudo dos buracos negros.

Mesmo após ser diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, construiu uma carreira extraordinária, tornou-se um dos maiores divulgadores científicos do mundo e uma voz ativa em debates sobre o futuro da humanidade.

Por isso, suas palavras continuam relevantes. Mais do que prever um destino sombrio, Hawking nos deixou um convite à reflexão: sobreviver não depende apenas de quanto avançamos, mas de como escolhemos usar esse avanço.

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Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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