Na última quarta-feira, 16 de julho, Damasco voltou a ser palco de um ataque aéreo, intensificando ainda mais as tensões na região. O governo sírio responsabilizou diretamente Israel pelo bombardeio que atingiu a entrada de um prédio público, o Ministério da Defesa, em plena luz do dia.
O impacto da explosão foi registrado por emissoras locais e transmitido ao vivo, gerando comoção e alimentando o clima de insegurança na capital síria. Segundo autoridades do país, essa foi mais uma ação militar israelense contra o território sírio, a exemplo do que já havia ocorrido em março.
Israel, no entanto, justifica as ofensivas afirmando que atua para proteger a minoria drusa, presente tanto em seu território quanto no sul da Síria.
Síria acusa Israel pelos ataques aéreos na sua capital
A ofensiva mais recente teve como alvos, além da sede do Ministério da Defesa em Damasco, posições militares sírias na cidade de Sweida, região com forte presença da comunidade drusa.
Segundo relatos do Ministério da Defesa da Síria, uma pessoa morreu e ao menos 28 ficaram feridas nos bombardeios. A administração síria acusa grupos armados fora da lei, com apoio externo, de estarem por trás das violações de trégua que ocorrem na região.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram a autoria dos ataques, alegando que os bombardeios foram dirigidos contra instalações do regime sírio supostamente envolvidas em ações contra civis drusos.
Em nota oficial, Israel declarou que segue vigilante diante do que considera perseguições à minoria étnica e que suas ações seguem orientações de segurança nacional.
A nota ainda afirma que o país está preparado para continuar as operações conforme a evolução dos eventos no sul da Síria.
Conflito entre Síria e Israel preocupa EUA
No entanto, a escalada militar tem causado incômodo em Washington. O governo dos Estados Unidos, aliado tradicional de Israel, demonstrou preocupação com a continuidade dos ataques.
De acordo com informações do site Axios, o enviado especial norte-americano à Síria, Tom Barrack, teria solicitado pessoalmente ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a suspensão das ofensivas para não prejudicar as negociações em curso com o novo governo sírio.
Apesar do apelo, as autoridades israelenses mantêm o tom firme e indicam que novas ações não estão descartadas, alimentando o temor de uma ampliação ainda maior do conflito na já instável região do Oriente Médio.






