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Sinal de animal gigante no Lago Ness deixa história do mostro intacta

Por Leticia Florenço
03/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Lago Ness - Reprodução

Lago Ness - Reprodução

O Lago Ness, nas Terras Altas da Escócia, é famoso não apenas por sua beleza, mas também por seu segredo milenar. Com mais água do que todos os lagos da Inglaterra e do País de Gales somados, suas profundezas têm alimentado histórias e lendas de uma criatura desconhecida, carinhosamente chamada de Nessie.

A possibilidade de algo colossal habitar essas águas mantém pesquisadores, aventureiros e turistas fascinados, criando uma aura de mistério que resiste ao tempo.

Em 1987, uma equipe internacional decidiu investigar o lago com tecnologia de ponta. A Operação Deepscan contou com 24 barcos equipados com sonares de última geração, vasculhando 37 km de águas profundas.

A missão custou mais de um milhão de libras e tinha como objetivo provar, de uma vez por todas, se o Monstro do Lago Ness existia ou se tudo não passava de folclore.

O sinal que manteve a lenda viva

Apesar de nenhum animal ter sido capturado visualmente, três contatos de sonar indicaram a presença de algo grande próximo às ruínas do castelo de Urquhart. Podia ser apenas uma foca ou um cardume de salmões, mas o tamanho indicado pelos sensores deixou claro que algo incomum estava lá.

O líder do projeto, Adrian Shine, afirmou que, se fosse um peixe daquele porte, ninguém saíria desapontado. A missão, embora inconclusiva, reforçou o enigma que mantém Nessie vivo na imaginação coletiva.

Especialistas em sonar e pesquisadores se resguardaram diante do fenômeno. Darrell Lowrance comentou que os sinais não provam nem negam a existência de Nessie, e essa hesitação só alimenta a lenda.

Para turistas e curiosos, a Operação Deepscan se tornou um símbolo de que a ciência não consegue destruir o fascínio por algo inexplicável.

A lenda que atravessa séculos

A história de Nessie começou com São Columba, monge irlandês do século VI, e ganhou força em 1933, quando Aldie Mackay, gerente de hotel, relatou ter visto algo enorme emergir das águas.

Sua descrição de uma criatura grande, negra e brilhante foi o ponto de partida para a febre conhecida como Nessiemania, que se espalhou rapidamente pela imprensa internacional.

A foto mais famosa do Monstro, de 1934, mostrou um pescoço fino emergindo do lago, mas mais tarde foi revelada como fraude. Outras explicações, como troncos flutuantes, ondas traiçoeiras ou até elefantes de circo nadando, foram propostas por especialistas.

Fotografia falsa do Monstro do Lago Ness, de 1934

Apesar disso, muitos ainda acreditam que algo vivo habita o lago, reforçando a aura de mistério e mantendo viva a curiosidade mundial.

Tentativas curiosas de atrair Nessie

Em 1976, o trombonista americano Bob Samborski tentou chamar o monstro com um “canto de acasalamento” tocado em seu instrumento.

Embora nada tenha surgido, o episódio acrescentou um toque divertido à já extensa história de tentativas de contato com a criatura, mostrando que a imaginação humana é tão grande quanto o próprio lago.

O sinal detectado em 1987 e os inúmeros relatos de avistamentos mostram que a lenda do Monstro do Lago Ness permanece inquebrável. A ciência pode não encontrar Nessie, mas também não consegue provar que ele não existe.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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