O câncer de intestino é uma das doenças que mais afetam a população global, com impactos severos na qualidade de vida e risco significativo de morte quando diagnosticado tardiamente. No Brasil, milhares de novos casos surgem todos os anos, afetando pessoas de diferentes idades.
Trata-se de um tipo de câncer traiçoeiro, pois seus sintomas iniciais são, muitas vezes, discretos ou facilmente confundidos com condições comuns do dia a dia.
No caso das mulheres, essa confusão pode ser ainda maior, já que dores abdominais e alterações intestinais podem parecer sintomas típicos do período menstrual.
Sinais de câncer são confundidos com cólicas menstruais
Foi o que aconteceu com Charlotte Lasica, uma jovem australiana de 22 anos. No início de 2024, ela começou a sentir desconfortos frequentes na região abdominal, acompanhados de inchaço.
Como os sintomas coincidiam com seu ciclo menstrual, ela atribuiu as dores às cólicas, um incômodo com o qual já estava acostumada.
A situação se arrastou por meses, até que, diante do agravamento dos sintomas, uma amiga que estudava medicina sugeriu que ela procurasse atendimento especializado.
O exame de colonoscopia revelou um diagnóstico chocante: câncer colorretal em estágio 3, já com disseminação para os gânglios linfáticos.
Esse tipo de câncer, que afeta o cólon e o reto, é comum entre adultos a partir dos 40 anos, mas casos em pessoas jovens têm crescido, em parte por hábitos alimentares ruins, sedentarismo, excesso de peso e alterações no sono.
Quando não tratado a tempo, o tumor pode obstruir o funcionamento do intestino, causando complicações sérias e até fatais.
Sintomas do câncer de intestino
Apesar de silencioso no início, o câncer de intestino pode apresentar sinais quando já está mais avançado.
Entre os sintomas estão a presença de sangue nas fezes, mudanças no ritmo intestinal como diarreia prolongada ou constipação recente, dores abdominais persistentes, sensação de evacuação incompleta, fadiga constante, perda de peso sem explicação e anemia.
O desafio é que muitos desses sintomas são vagos ou semelhantes aos de outras condições benignas, como a síndrome do intestino irritável ou, no caso das mulheres, as cólicas menstruais.
Charlotte passou por cirurgia e por meses de quimioterapia. Após o tratamento, foi considerada livre da doença. Hoje, ela reforça a importância de prestar atenção aos sinais do corpo e buscar exames mesmo diante da dúvida. O diagnóstico precoce é a chave para salvar vidas.






