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Seu humor pode melhorar muito se consumir esse líquido

Por Leticia Florenço
09/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Água - Reprodução/iStock

Água - Reprodução/iStock

A água é essencial para a vida e vai muito além do simples funcionamento dos rins e do intestino. Ela tem impacto direto no equilíbrio emocional, na concentração e até na forma como lidamos com o estresse.

Estudos mostram que até mesmo uma leve desidratação já é suficiente para alterar o humor, gerar fadiga mental e comprometer o desempenho cognitivo. Isso acontece porque a água participa de funções vitais, como o transporte de nutrientes, o equilíbrio eletrolítico e a manutenção das atividades cerebrais.

Como a falta de água interfere no humor

Quando o organismo não recebe líquidos em quantidade adequada, ele ativa mecanismos de defesa para tentar preservar o equilíbrio interno. Nesse processo, há liberação de hormônios ligados ao estresse, como o cortisol e a vasopressina.

Essa reação, mesmo diante de uma desidratação leve, pode resultar em irritabilidade, ansiedade e sensação de sobrecarga mental. O corpo, portanto, interpreta a falta de água como uma ameaça e responde de forma que afeta diretamente as emoções.

A relação da desidratação com o estresse e a ansiedade

A queda na ingestão de líquidos provoca alterações no volume sanguíneo e na pressão arterial, desencadeando respostas hormonais que ampliam a tensão emocional. A falta de água também pode interferir na produção de neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio do humor, como a serotonina e o GABA.

Sintomas físicos da desidratação, como palpitações, tontura e taquicardia, muitas vezes se confundem com crises de ansiedade ou podem até agravar quadros de pânico em pessoas predispostas.

Evidências científicas sobre o impacto da hidratação

Um estudo realizado pela Liverpool John Moores University reforçou a ligação entre hidratação e estresse.

A pesquisa mostrou que participantes que consumiam menos de 1,5 litro de líquidos por dia apresentaram níveis de cortisol cerca de 50% mais altos durante situações de pressão em comparação com aqueles que atingiam as recomendações diárias de ingestão de água.

Um detalhe curioso é que, mesmo sem relatar sede, o corpo reagia biologicamente ao déficit de líquidos, evidenciando que a desidratação nem sempre é percebida conscientemente.

Grupos mais vulneráveis à desidratação

Nem todos são afetados da mesma forma pela falta de água. Crianças têm metabolismo acelerado e perdem líquidos mais rapidamente em relação ao peso corporal, o que as torna mais vulneráveis. Idosos costumam ter menor percepção de sede e alterações na função renal, o que dificulta a manutenção da hidratação.

Gestantes necessitam de maior aporte de líquidos para sustentar o líquido amniótico e o volume plasmático, estando mais propensas a alterações emocionais. Já pessoas com condições neurológicas, como enxaqueca, epilepsia ou síndromes demenciais, podem ter os sintomas agravados pela desidratação.

Sinais de que o corpo precisa de mais água

O organismo costuma dar alertas quando algo não está bem. Entre os sinais mais comuns de desidratação estão dores de cabeça, alterações de humor como irritabilidade e apatia, dificuldade de concentração, sonolência ou agitação, fadiga, confusão mental e lapsos de memória.

Em casos mais intensos, podem surgir palpitações e perda de coordenação motora. É importante ressaltar que, se os sintomas forem persistentes, é necessário procurar atendimento médico, já que apenas exames clínicos podem confirmar se o problema está ligado à desidratação ou a outra condição de saúde.

Como manter uma boa hidratação no dia a dia

A recomendação mais simples e eficaz é beber água regularmente, mesmo na ausência de sede. Ter sempre uma garrafa por perto ajuda a lembrar da ingestão. Outra estratégia é variar o consumo com águas aromatizadas com frutas, rodelas de limão ou folhas de hortelã.

Alimentos ricos em água, como melancia, pepino, laranja e abacaxi, também colaboram para manter os níveis adequados. Além disso, é fundamental reduzir o consumo de álcool, refrigerantes e excesso de café, já que essas bebidas favorecem a perda de líquidos.

A cor da urina também é um indicativo importante: quanto mais clara, melhor o nível de hidratação.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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