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Senador é alvo de buscas enquanto investigação de fraude no INSS cresce e prende altos nomes

Por João Carlos Gomes
19/12/2025
Em Geral
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Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Nesta quinta-feira (18), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Investigadores foram encaminhados para cumprir 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

E vale destacar que, dentre os alvos da ação, que ocorreu nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Brasília, está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), suspeito de ter realizado negócios com alvos investigados pelos desvios.

Por conta da fragilidade de provas, o senador não foi preso, mas ainda assim foi investigado. Em contrapartida, o atual número dois do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, foi afastado do cargo e cumprirá prisão domiciliar. Vale destacar que ele já trabalhou no gabinete de Weverton.

Além disso, Romeu Carvalho Antunes, filho mais velho e sócio do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, também acabou sendo detido. De acordo com as investigações, ele era o responsável por movimentar as contas de uma das empresas do pai que é suspeita de envolvimento nas fraudes em aposentadorias.

PGR questiona provas contra senador

Conforme mencionado anteriormente, a PF não efetuou a prisão de Weverton Rocha nesta fase da operação. E motivo disso são questionamentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra as provas apresentadas, que parecem conter contradições.

De acordo com o órgão, o contexto da atuação do senador no esquema do INSS parece oscilar, dificultando o entendimento de se ele teve alguma participação direta no caso. A análise foi levada em consideração por André Mendonça, que definiu a prisão de Rocha como “desaconselhável” no momento.

Em depoimento, o senador afirmou não haver provas contra ele. “Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos”, declarou (via CNN).

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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