Uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) investigou o sedentarismo em 182 jovens com idades entre 6 e 17 anos e seus pais, evidenciando uma ligação significativa entre os padrões de atividade física dos adultos e o comportamento sedentário dos filhos.
Por meio do uso de acelerômetros, equipamentos que monitoram com exatidão os níveis de movimento, os estudiosos confirmaram que crianças cujos pais são inativos têm maior propensão ao sedentarismo, ao passo que aquelas com pais fisicamente ativos tendem a adotar hábitos semelhantes.
Influência dos pais
A influência das mães revelou-se significativamente maior, apresentando um impacto mais que o dobro em comparação ao dos pais, embora as razões para essa diferença ainda não tenham sido esclarecidas. O estudo também levou em consideração aspectos sociodemográficos, como idade, gênero e condição socioeconômica da família, reconhecendo que o nível de escolaridade dos responsáveis pode interferir nos hábitos físicos das crianças.
O sedentarismo resulta de múltiplos fatores, incluindo a falta de acesso a espaços adequados para a prática de exercícios e a limitação de tempo disponível. Contudo, os hábitos dos pais exercem papel fundamental no estilo de vida dos filhos, evidenciando a importância de políticas públicas que promovam a atividade física no ambiente familiar.
Sedentarismo das crianças e adolescentes
O sedentarismo entre crianças e adolescentes configura um sério desafio de saúde pública, estando frequentemente ligado ao excesso de peso em uma parcela considerável da população jovem brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a pesquisa ressalta o papel fundamental do ambiente familiar na formação de hábitos saudáveis.
Conforme orienta o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, é recomendado que jovens de 6 a 17 anos pratiquem, diariamente, pelo menos 60 minutos de atividade física moderada a vigorosa. Essa diretriz reforça a necessidade urgente de criar espaços e rotinas que incentivem o movimento e promovam a saúde desde os primeiros anos de vida.






