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Saiba como é possível reaver o dinheiro perdido via PIX

Por Yasmin Henrique
03/02/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Pagamentos com Pix podem ganhar uso global nos próximos anos

PIX (Foto: reprodução/Diego/Adobe Stock)

O PIX, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, transformou os pagamentos no país ao proporcionar uma maneira ágil e conveniente de realizar transações financeiras. Contudo, com o crescimento do seu uso, também surgiram preocupações relacionadas a fraudes.

Para lidar com esses casos, o Banco Central criou um mecanismo chamado MED (Mecanismo Especial de Devolução), destinado a facilitar as devoluções dentro do sistema Pix. O funcionamento do mecanismo de devolução é o seguinte: caso um usuário perceba uma transação fraudulenta ou um erro, ele pode solicitar a devolução do valor dentro de até 80 dias.

Dinheiro perdido no PIX

A instituição financeira que processou a transação será responsável por analisar o pedido. Se a solicitação for aceita, o valor na conta do destinatário ficará temporariamente bloqueado por até sete dias enquanto a investigação do caso é realizada.

Se a fraude no PIX for confirmada, o valor será reembolsado ao remetente dentro de um prazo de até 96 horas. Caso não seja identificada a fraude, o montante será liberado para o destinatário. Em situações de erros operacionais, como pagamentos duplicados, a instituição bancária deve corrigir a transação e restituir o valor ao cliente em até 24 horas.

Um dos principais obstáculos na recuperação de valores é a agilidade com que os golpistas transferem os recursos para outras contas, dificultando o bloqueio e a devolução dos valores. Esse cenário torna o processo de recuperação mais desafiador, exigindo uma resposta rápida das instituições financeiras.

MED 2.0

Em junho de 2024, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) propôs ao Banco Central uma atualização no MED. Atualmente, esse mecanismo bloqueia os recursos fraudulentos apenas na conta que recebeu o valor, a chamada “primeira camada”, a qual pode ser facilmente zerada pelos golpistas. Com a implementação do Med 2.0, o rastreamento e bloqueio dos valores serão estendidos para mais camadas.

“Percebemos que os golpistas distribuem rapidamente o dinheiro obtido de fraudes e crimes em diversas contas, o que torna essencial aprimorar o sistema para que ele consiga alcançar mais camadas“, declarou Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban. De acordo com a federação, o desenvolvimento do MED 2.0 ocorrerá ao longo de 2024 e 2025, com a implementação prevista para 2026.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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