O infarto do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e em todo o mundo.
Caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo para o coração, geralmente causada por um coágulo, o infarto pode provocar danos graves e, muitas vezes, irreversíveis.
Fatores como sedentarismo, alimentação desequilibrada, hipertensão e tabagismo são amplamente reconhecidos como vilões do coração.
No entanto, uma nova preocupação entrou no radar da comunidade médica: uma substância presente em produtos de uso cotidiano, como bebidas e pastas de dente.
Risco de infarto pode existir com bebidas e pastas de dente
Pesquisadores apontam que o xilitol, um tipo de adoçante amplamente utilizado em itens rotulados como “sem açúcar”, pode representar riscos cardiovasculares relevantes.
Um estudo publicado no European Heart Journal revelou que pessoas com altos níveis dessa substância no sangue apresentaram maior propensão à formação de coágulos.
O trabalho, liderado pelo pesquisador Stanley Hazen, avaliou cerca de três mil participantes e identificou uma relação significativa entre o consumo elevado de xilitol e o aumento de eventos cardiovasculares, como infartos e derrames.
Segundo os cientistas, após a ingestão de bebidas com xilitol, foi observado um aumento quase imediato na tendência de coagulação sanguínea.
Essa descoberta acendeu o alerta principalmente por causa da presença maciça do adoçante em alimentos e produtos considerados saudáveis.
O xilitol é valorizado por sua baixa caloria e por não contribuir para cáries, o que o tornou comum em gomas de mascar, pastilhas, refrigerantes e cremes dentais.
Apesar de o corpo humano produzir pequenas quantidades naturalmente, o consumo industrializado em grandes volumes pode representar um risco ainda pouco reconhecido pela população.
Cuidados para evitar infarto
Contudo, é muito importante destacar que a repercussão do estudo dividiu opiniões.
O pesquisador Jacob Juel Christensen, da Universidade de Oslo, questionou a validade dos resultados, destacando que fatores como o índice de massa corporal dos participantes não foram devidamente considerados. Para ele, não é prudente alterar diretrizes de saúde com base em uma única pesquisa.
Ainda assim, especialistas recomendam moderação no consumo de adoçantes artificiais e reforçam as medidas tradicionais de prevenção: alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos, controle do estresse e acompanhamento médico frequente continuam sendo as formas mais eficazes de proteger o coração.
Avaliar os rótulos dos produtos e estar atento aos ingredientes é um passo importante para quem deseja reduzir os riscos silenciosos à saúde cardiovascular.






